PC investiga empresas de consórcios por fraudes milionárias no Pará

No total, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos tanto nas empresas quanto nas casas dos proprietários

A Polícia Civil do Pará (PCPA) deflagrou uma operação para investigar empresas de consórcios por fraudes milionárias nesta quarta-feira, 22, em Belém. No total, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos tanto nas empresas quanto nas casas dos proprietários. Através da denúncia de diversas vítimas as investigações preliminares demonstraram que as empresas enganavam através de anúncios falsos de imóveis e veículos, fornecendo financiamentos para a compra de bens que não existiam.

A PCPA indentificou que os suspeitos utilizavam uma estratégia de alta rotatividade de vendedores, que eram contratados por curtos períodos, para criar e gerenciar esses anúncios fraudulentos. Assim nem os funcionários sabiam o que estavam fazendo. As vítimas chegaram a pagar de entrada de 30 a 100 mil reais, mas não receberam os bens. Quando foram atrás para cobrar a empresa descobriram que os anúncios na verdade utilizavam fotos de imóveis e automóveis de outras pessoas, sem elas terem conhecimento ou sequer estarem vendendo os bens.

Segundo o delegado-geral da PCPA, Walter Resende, tinha um modos operandi. “O modus operandi do grupo incluía mudanças frequentes de endereço e substituição de funcionários para evitar a detecção e prolongar o esquema”, ressaltou.

Foto: divulgação Ag. Pará

A operação tem o objetivo de desmantelar a rede criminosa e coletar evidências para a investigação além de identificar outros envolvidos. Essa é uma ação coordenada pela Divisão de Investigações Operações Especiais (DIOE) e pela Delegacia Especializada em Investigação de Estelionato e Outras Fraudes (DEOF).

“Com os materiais apreendidos durante os mandados de hoje, esperamos avançar significativamente nas investigações e na compreensão da extensão dos golpes aplicados para que possamos prender todos os envolvidos e estancar esse tipo de golpe”, avaliou o delegado Gustavo Amoglia, diretor da Delegacia Especializada em Investigação de Estelionato e Outras Fraudes (DEOF). (Com Agência Pará)

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