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Patrões travam acordo com trabalhadores, e impasse pode afetar funcionamento do comércio

O Sindicom é o ente que representa a classe patronal no município, enquanto o Sindecomar defende os direitos da categoria laboral. Impasse pode acarretar prejuízos para ambos os lados
O Centro Comercial da Cidade Nova, em Marabá | Foto: Portal Debate Carajás
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MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – Raimundo Alves da Costa Neto, vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Marabá (Sindicom), convidou a imprensa para entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (24). A pauta era o impasse na discussão do Acordo Coletivo de Trabalho com o Sindicato dos Empregados no Comércio de Marabá (Sindecomar), que por meio do seu presidente, Márcio Alves de Jesus, já ajuizou duas ações judiciais devido ao travamento das negociações.

O Sindicom é o ente que representa a classe patronal no município, enquanto o Sindecomar defende os direitos da categoria laboral.

Raimundo Neto explica que o impasse gira em torno da discussão sobre o feriado do Dia do Comerciário no município de Marabá.

Em nota publicada durante a tarde de ontem, o Sindecomar criticou a realização da coletiva de imprensa por Neto. “O SINDECOMAR exige respeito, lealdade e compromisso, porém, atos como a convocação de entrevista coletiva, não colaboram na negociação, se prestando a ser um mero ensaio de um show pirotécnico, atingindo a honra das pessoas que tanto trabalham no dia a dia e são responsáveis por fazer de Marabá e região uma potência comercial”.

O Sindecomar também informou sobre o ajuizamento das ações judiciais em face do Sindicom, esclarecendo que elas têm o objetivo de assegurar a data-base da categoria comerciária. “O SINDECOMAR informa que ajuizou duas ações na Justiça do Trabalho contra o SINDICOM, denominadas Protestos Judiciais, distribuídas sob os números 0000299-95.2021.5.08.0000 e 0000300-80.2021.5.08.0000, que têm o objetivo de assegurar a data-base da categoria comerciária, historicamente pactuada no dia 01 de maio dos anos vigentes”.

E continua: “Ambos os pedidos tiveram pedido deferido por decisão judicial proferida no dia 21 de maio de 2021, e os comerciários e comerciarias terão direito a retroatividade das cláusulas negociadas a partir de 01 de maio dos anos vigentes”, escreveu o Sindecomar em nota.

Confira matéria do repórter Vinícius Soares, para a TV Criativa:

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