Pastor Salles: Filho pivô da crise pode ter fugido para Portugal

A saída do Brasil teria ocorrido — ou estaria em vias de ocorrer — em meio ao avanço das apurações e à crescente exposição do caso.
Kennedy Salles e Luciana Salles - Foto: Reprodução

MARABÁ (PA) — Na última semana, o pastor Sales Batista de Souza deixou a presidência da Assembleia de Deus Missão em Marabá, no sudeste do Pará, após a repercussão de uma suposta relação extraconjugal que veio a público e abalou a cúpula da denominação. O episódio também resultou na saída dele do cargo de vice-presidente da Convenção Estadual das Assembleias de Deus no Pará e, agora, ganha um novo desdobramento: o filho do pastor, apontado como pivô central da crise, pode ter fugido para Portugal com a família.

Conforme informações apuradas junto a pessoas próximas à família, Kennedy Salles estaria aguardando apenas a emissão de alguns passaportes para deixar o Brasil. A saída do Brasil teria ocorrido — ou estaria em vias de ocorrer — em meio ao avanço das apurações e à crescente exposição do caso.

Segundo a linha de apuração que circula nos bastidores da igreja, Kennedy é apontado como o “arquiteto” de um plano estruturado ao longo dos anos para concentrar poder, assumir o controle do patrimônio familiar e interferir diretamente na estrutura administrativa da Assembleia de Deus Missão em Marabá. Dentro dessa cronologia, ele teria induzido o próprio pai a praticar atos que o fragilizassem moralmente, incluindo o envolvimento amoroso com a própria nora, Luciana Salles, criando um cenário de vulnerabilidade que culminou no afastamento de Sales Batista da presidência.

As informações indicam ainda que o objetivo final seria o controle total da igreja e dos bens da família. Fontes afirmam que a esposa do pastor, mãe de Kennedy, Raquel Viegas, detinha cerca de 90% do patrimônio, o que representaria um obstáculo direto aos planos do filho. Há relatos de que Kennedy se considerava filho único, ignorando a existência da irmã em razão de sua condição de saúde, e que pretendia afastar completamente a mãe do centro das decisões.

Nesse contexto, surgem relatos extremamente graves de que haveria a intenção de matar a própria mãe e atribuir a responsabilidade ao pai, consolidando, assim, o domínio patrimonial e institucional. As informações são tratadas com cautela e permanecem no campo do suposto, conforme relatado por fontes internas.

Há também informações de que a Polícia Civil pode estar analisando o caso, dentro de uma linha investigativa que busca compreender a sequência dos fatos, possíveis induções e a existência de eventuais crimes associados ao episódio. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a instauração de inquérito.

O escândalo já ganhou repercussão nacional, impulsionado pela circulação de diversos vídeos nas redes sociais, que comentam o caso, analisam os bastidores e ampliam a pressão por esclarecimentos. Pessoas próximas à família afirmam que existe a possibilidade de Kennedy já se encontrar em Portugal, mas esta fuga ainda não foi confirmada.

Procuradas, a Assembleia de Deus Missão em Marabá e a Comieadepa não se manifestaram especificamente sobre a possível saída do país do filho do pastor nem sobre as denúncias mais recentes. As notas oficiais divulgadas até agora limitam-se a confirmar o afastamento de Sales Batista e o início do processo estatutário de transição administrativa.

Enquanto isso, o caso segue sob forte atenção da comunidade evangélica e da opinião pública, à espera de esclarecimentos oficiais sobre os desdobramentos de uma das mais graves crises já enfrentadas pela denominação na Região de Carajás. Fato é que Kennedy Salles tomou “chá de sumiço” e desapareceu de Marabá.  (Portal Debate)

Família Salles – Foto: Redes Sociais

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