Levantamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) sobre áreas de risco indica que o Pará é o 5º entre os estados, com 819 locais desse tipo. Áreas de risco correspondem a porções ocupadas do território sujeitas a sofrer perdas ou danos decorrentes da ação de eventos geológicos, como deslizamentos de encostas ou inundações).
Entre os 20 municípios com mais áreas assim, está Belém, na 6ª posição, com 125 áreas; Parauapebas, em 10º lugar, com 91 áreas, e Almeirim, na 18ª posição, com 61 áreas.
Foram mapeadas áreas de risco em 1.632 municípios no país; desses municípios, 1.575 são áreas de risco alto e muito alto. São 13,5 mil áres de risco no território nacional, até o momento.
A estimativa é de que cerca de 4 milhões de pessoas habitam essas áreas. Esses números tendem a aumentar mediante o mapeamento de novos municípios.
O Município de Abaetetuba, que desde domingo (26) é assolado por deslizamento de terra nos bairros São João e São José, figura entre as 819 áreas de risco no Pará, como destaca o geólogo Homero Melo Júnior, gerente de Hidrologia e Gestão Territorial do SGB-CPRM com sede em Belém.
“As áreas levantadas são de risco alto e muito alto, e os levantamentos feitos pelo SGB podem subsidiar os gestores sobre ações visando mitigar eses efeitos, como tem sido feito em municípios do Pará”, observou Homero Melo.


