Diógenes Samaritano pede transferência de julgamento de feminicídio para Belém

Ex-agente de trânsito será levado a júri popular, acusado da morte da esposa, Dayse Dyana Sousa e Silva, 35 anos, no dia 31 de março de 2019
Diógenes Samaritano - Crédito: Reprodução

A defesa de Diógenes dos Santos Samaritano, acusado de matar a própria esposa, Dayse Dyana Sousa e Silva, 35 anos, no dia 31 de março de 2019, jogando a vítima do alto de um prédio, em Parauapebas, ingressou com um pedido de desaforamento do julgamento do crime para a Comarca de Belém.

Diógenes Samaritano é acusado do crime de feminicídio e será levado a júri popular. O processo encontra-se em fase recursal. O advogado dele anexou uma petição aos autos, negando a autoria do crime e pedindo a transferência do julgamento para a capital do Pará, mas o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) já se posicionou contra a manobra.

A advogada Wilma Lemos, mãe de Dayse Dyana, em conversa com o Portal Debate Carajás, disse que a família é contra a retirada do julgamento de Parauapebas. “Ele precisa ser julgado por pessoas que possuem conhecimento do que ele fez com a minha filha, não por estranhos ao processo”, protesta. Segundo a mãe da vítima, na cidade, existe segurança de sobra para se realizar o júri popular.

Wilma Lemos afirmou que o processo tramita normalmente e que a família espera a pena máxima para Diógenes Samaritano. “A condenação dele não vai trazer a minha filha de volta, mas Diógenes Samaritano tem que pagar pelo crime que cometeu”, finaliza. O caso Dayse Dyana ganhou repercussão nacional devido a forma cruel como ela foi morta. A vítima foi jogada da sacada do prédio onde o casal morava.

Samaritano é marabaense e cursou o ensino médio na Escola Estadual Anísio Teixeira, no Núcleo Cidade Nova. Ele foi agente do Departamento Municipal de Trânsito Urbano (DMTU), em Marabá. Depois, foi aprovado no concurso para agente do Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran) e mudou-se para Parauapebas.

Diógenes Samaritano e Dayse Dyana | Foto: Reprodução

Outro processo

No último dia 23, a Justiça do Pará condenou Diógenes Samaritano a 14 anos de prisão, pelo crime de corrupção passiva. Durante as investigações sobre a morte de Dayse Dyana, a Polícia Civil apreendeu cerca de 300 documentos pessoais, entre CNHs, RGs, DUTs e CRLVs, na residência do sentenciado. De acordo com os autos do processo, os documentos eram utilizados pelo acusado para extorquir os condutores. Ele perdeu o cargo público definitivamente devido a condenação.

Documentos apreendidos na casa de Diógenes Samaritano na época dos fatos | Foto: Divulgação

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