Imagens do casal chegando ao Aeroporto de Belém sem a mala azul

Viajar para fora do Brasil é o desejo de muitos brasileiros. Mas para um casal paraense, o que era para ser um sonho, se tornou o pior dos pesadelos. José Pereira, 71 anos, está preso em Portugal há um mês. O comerciante é acusado pela polícia portuguesa de tráfico de drogas. É que de cocaína estavam em uma misteriosa 11 quilos de pasta-base mala azul e que a polícia portuguesa afirma ser do paraense.

A história foi revelada pelo Fantástico na noite desse domingo (30). José e a esposa embarcaram em uma terça-feira, 14 de maio, do Aeroporto Internacional de Belém, no bairro de Val-de-Cans, com destino a Lisboa, em Portugal. Segundo informações da polícia, além de duas malas que o casal levava, a terceira bagagem na cor azul também seria do casal.

“Chegando ao aeroporto, o homem da GOL disse que o avião estava lotado e que nossas malas precisariam ser despachadas. E disse que pegaríamos nossa mala somente em Paris quando chegássemos”, explicou a esposa do comerciante à reportagem do programa da TV Globo.

Casal passando pelo RX sem a presença da mala azul

De Belém, o casal precisaria passar por fortaleza, de onde seguiriam para Paris. “Estávamos na sala de espera quando uma mulher se aproximou e disse que havia um problema com a bagagem dele e que ela precisaria colocar uma nova etiqueta em seu bilhete. Seguimos viagem e quando chegamos ao aeroporto de Portugal, policiais já se aproximaram com uma mala azul. Falamos de imediato que a mala não era nossa. E já o levaram dizendo que não poderiam liberá-lo”, contou Valdilene, a esposa.

Do aeroporto de Lisboa o homem foi levado direto para a Sede da Polícia Federal Portuguesa, e as autoridades decidiram o manter em prisão preventiva. Valdilene conseguiu alugar um quarto em Lisboa para acompanhar o caso e não retornou mais ao Brasil. Advogados no Brasil e em Portugal estão dando o suporte ao casal para esclarecer o fato. 

Para a família de José, tudo não passou de um golpe. As companhias aéreas Gol e TAP Portugal e os aeroportos citados na reportagem do Fantástico não comentaram o caso por ele estar em “segredo de Justiça”, mas garantiram que estão colaborando com a apuração.

Diário do Pará