O mercado de trabalho paraense ainda é marcado pela informalidade e pela alta taxa de desocupação. Segundo os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 57,5% dos trabalhadores do Pará atuam de forma informal, o equivalente a 2,2 milhões de pessoas. A taxa é a segunda maior do país, atrás apenas do Maranhão (58,4%).
A informalidade afeta especialmente trabalhadores domésticos, empregadores e autônomos sem CNPJ, além de trabalhadores familiares auxiliares. O cenário evidencia disparidades regionais: enquanto no Norte e Nordeste a informalidade atinge mais da metade da força de trabalho (52,6% e 51,1%, respectivamente), no Sul o índice é de apenas 29,8%. Santa Catarina tem a menor taxa do Brasil: 25,3%.
Número de desempregados no Pará aumenta
Além da informalidade, o desemprego também cresceu no Pará. De acordo com estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE/PA), com base nos dados da PNAD Contínua, o estado registrou 364 mil pessoas desocupadas no 1º trimestre de 2025 — um aumento de 18,2% em relação ao último trimestre de 2024, o que representa 56 mil pessoas a mais sem trabalho.
A taxa de desocupação no Pará ficou em 8,7%, acima da média nacional (7,0%) e da região Norte (8,2%). Em Belém, a taxa foi ainda maior: 9,4%.
O total de pessoas ocupadas no estado caiu para 3,831 milhões, uma redução de 4% em comparação com o trimestre anterior, segundo o DIEESE. A maior queda foi entre os trabalhadores familiares auxiliares, com recuo de 9,6%, seguidos por empregados com ou sem carteira (menos 4,7%) e trabalhadores por conta própria (queda de 4%).
Outro indicador preocupante é a taxa de subutilização da força de trabalho, que chegou a 22,6% no Pará. Isso inclui pessoas desempregadas, pessoas que trabalham menos do que gostariam e aquelas que desejam trabalhar, mas não procuraram ou não estavam disponíveis no período da pesquisa.
Rendimento médio e setores que mais empregam
O rendimento médio do trabalhador paraense foi de R$ 2.499 no 1º trimestre, valor praticamente estável em relação aos trimestres anteriores. Na capital, Belém, a média foi de R$ 3.451.
Os três setores que mais empregaram no Pará foram: comércio, reparação de veículos e motocicletas (com 817 mil trabalhadores); administração pública, educação e seguridade social (com 659 mil); e agricultura, pecuária, pesca e aquicultura (com 506 mil trabalhadores).
📊 Mercado de Trabalho no Pará – 1º trimestre de 2025
🔹 Informalidade
57,5% da população ocupada trabalha sem carteira assinada ou CNPJ
Total de 2,2 milhões de pessoas em situação informal
2ª maior taxa do Brasil, atrás apenas do Maranhão (58,4%)
🔹 Desemprego
Taxa de desocupação no Pará: 8,7%
Total de pessoas desempregadas: 364 mil
Alta de 18,2% em relação ao trimestre anterior (mais 56 mil pessoas)
🔹 Subutilização
Taxa de subutilização: 22,6%
Inclui desempregados, subocupados e quem quer trabalhar, mas não procura
🔹 Queda na Ocupação
Total de ocupados: 3,831 milhões
Redução de 4% ante o 4º trimestre de 2024 (menos 158 mil pessoas)
🔹 Rendimento
Rendimento médio no Pará: R\$ 2.499
Em Belém: R\$ 3.451 (estável em relação aos trimestres anteriores)
🔹 Setores que mais empregam
1. Comércio, reparação de veículos e motocicletas – 817 mil
2. Administração pública, educação e seguridade social – 659 mil
3. Agricultura, pecuária, pesca e aquicultura – 506 mil
(Com O Liberal)


