Nesta terça-feira (28), o Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostrou que houve uma redução de 6% no número de homicídios em nível nacional em 2012, porém, na Região Norte, o percentual cresceu. Segundo o Anuário, o aumento na região foi de 9%, na comparação com 2020.
Os números divulgados pelo Anuário compõem as chamadas mortes violentas intencionais, ou seja, os homicídios, os latrocínios, as lesões corporais seguidas de morte e as mortes cometidas pela polícia.
A taxa de letalidade na Região Amazônica é 38% maior que a média nacional. Das 30 cidades que registraram as maiores taxas médias de mortes violentas intencionais, no Brasil, 13 ficam na Amazônia. O Pará concentra a maioria dessas cidades. São sete delas.
Os municípios da Amazônia ficam em áreas rurais, onde vivem pequenas populações. Também estão próximos de terras indígenas e fazem fronteira com países rota do tráfico de drogas.
A cidade de Jacareacanga, no sudoeste do Pará, aparece no topo do ranking. É o segundo município brasileiro com o maior número de casos violentos. A cidade é marcada por conflitos entre indígenas e garimpeiros ilegais.
Na Amazônia, os conflitos envolvem crimes ambientais, narcotráfico, roubos e disputas por terras. A redução das fiscalizações e o número insuficiente de investigadores na região criam um ambiente favorável para os criminosos, segundo especialistas.
Aiala Colares, do Fórum de Segurança Pública, diz que é preciso fortalecer as políticas de reforma agrária e regularização fundiária para combater a violência no campo.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Pará disse que aumentou o efetivo de agentes e que investe na aquisição de equipamentos que ajudam no combate à criminalidade. (Portal Debate, com G1 Pará)



