Entre 2019 e o primeiro bimestre de 2026, o Pará registrou quase 3 milhões de admissões formais, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA), em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).
Foram 2.984.467 admissões formais, nesse período, tornando o Pará líder na geração de empregos no Norte no primeiro trimestre de 2026, segundo balanço divulgado na quinta-feira (30), pelo Dieese-PA. O Estado também liderou o mesmo ranking da criação de postos de trabalho na região nos últimos doze meses.
Os dados refletem o dinamismo da economia do Estado e evidenciam os resultados das políticas voltadas à qualificação profissional. Entre 2019 e 2026, um total de 48.931 pessoas foram qualificadas no Estado, por meio de iniciativas como o “Qualifica Pará” e oficinas de capacitação.
O impacto também se reflete nos setores econômicos: o setor de serviços lidera, com saldo de 113.423 vagas; seguido pelo comércio, com 85.739 postos — juntos, eles representam 72,3% dos empregos formais gerados no Pará desde 2019. Indústria (42.344), construção civil (26.462) e agropecuária (7.652) também contribuíram.
A geração de empregos no Pará também é impulsionada pela expansão da atividade industrial e pela atração de novos investimentos.
Atualmente, os distritos industriais de Belém, Ananindeua, Marabá e Barcarena concentram mais de 220 empresas em operação, responsáveis pela geração de cerca de 65,5 mil empregos diretos e indiretos, evidenciando o impacto da política de desenvolvimento econômico na dinamização da economia paraense.
O avanço desse modelo se projeta na implantação de novos distritos industriais em diferentes regiões, com potencial para viabilizar a instalação de até 577 indústrias e a criação de mais de 170 mil postos de trabalho nos próximos anos, ampliando de forma consistente as oportunidades de emprego e renda no Pará.
Com informações da Agência Pará


