O Pará registrou cinco casos de escalpelamento em 2024 e três em 2025. Em 2024, todos os acidentes ocorreram no arquipélago do Marajó, distribuídos nos municípios de Curralinho (1), Afuá (2), Portel (1) e Melgaço (1). Em 2025, foram contabilizados três casos no estado, sendo um deles no município de Afuá, também no Marajó. As informações são da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa).
O escalpelamento é uma lesão causada por avulsão parcial ou total do couro cabeludo – ou seja, os cabelos e o couro cabeludo são arrancados violentamente, gerando traumas, inclusive com perdas de outras partes do corpo. O acidente ocorre, na maioria das vezes, pelo contato acidental de cabelos longos com motores de eixo rotativo de embarcações de pequeno porte. O circuito desses motores possui alta rotação, gerando uma força que suga os cabelos da vítima, puxando o couro cabeludo de forma abrupta.
A Sespa também informou que, além do monitoramento dos casos, o Estado atua na prevenção, especialmente nos municípios com maior incidência, por meio de campanhas educativas e ações de sensibilização voltadas às comunidades ribeirinhas. A Sespa também coordena a Comissão Estadual de Prevenção aos Acidentes com Escalpelamento, que reúne diversas instituições parceiras. Entre elas estão o Ministério Público do Pará (MPPA), a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA), a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o Espaço Acolher, a Fundacentro, a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Defensoria Pública da União (DPU) e o Conselho Regional de Psicologia (CRP), além de outras entidades que atuam de forma integrada na prevenção e no apoio às vítimas.
A Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, em Belém, é o hospital de referência no atendimento às vítimas de escalpelamento no estado. Nos casos em que há traumas associados ao acidente, o fluxo assistencial do Estado prevê o encaminhamento inicial para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, que é referência em atendimento a traumas. (Com O Liberal)


