Pará receberá vacina Moderna até o fim deste mês

Os imunizantes foram liberados para distribuição após análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS)

O Ministério da Saúde distribuiu, na última sexta-feira, 10, cerca de 700 mil doses da nova vacina, desenvolvida pela farmacêutica americana Moderna e destinada a uma variante mais recente do vírus, a XBB. Segundo o órgão, 11 estados receberam as vacinas no último fim de semana e espera que todas as federações do país recebam as doses da vacina ao longo das próximas semanas, e que ao final de maio, todos já tenham recebido as suas remessas.

Os imunizantes foram liberados para distribuição após análise do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS). A vacina foi recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esses lotes fazem parte das 12,5 de milhões de doses adquiridas pela pasta e desembarcaram no país no dia, 2. A distribuição dos imunizantes começou na última quinta-feira, 9.

A vacina Moderna chega no momento em que estados e municípios haviam interrompido a vacinação pela falta de estoque contra a Covid-19. No início do ano, a pasta chegou a dizer que as novas doses chegariam em março, o que não aconteceu. O contrato com a Moderna foi fechado apenas no final de abril.

O ministério atribuiu a demora ao processo de licitação com a Pfizer e a Moderna. “Essa é a primeira vez que empresas concorrentes disputam o fornecimento de vacinas contra a Covid-19 no Brasil. Todas as aquisições anteriores foram feitas em um ambiente sem concorrência. A medida possibilitou uma economia de R$ 100 milhões”, disse em nota na época.

A última versão da vacina é chamada de monovalente, pois contém apenas uma versão do vírus causador da Covid-19: a XBB, uma subvariante da Ômicron. A composição seguiu recomendação do grupo técnico da Organização Mundial da Saúde (OMS), que periodicamente tem orientado as farmacêuticas sobre qual cepa do coronavírus usar no imunizante. É por isso, por exemplo, que doses que não foram adaptadas, feitas apenas com a versão original do vírus, de 2019, como a de Oxford/AstraZeneca, têm sido descontinuadas pelas fabricantes.

No Brasil, a nova dose será ofertada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) para indivíduos a partir de 6 meses que ainda não receberam nenhuma proteção contra a Covid e para certos grupos prioritários como um reforço que deve ser feito anualmente ou a cada seis meses.

Público alvo da nova vacina

Segundo a pasta, as doses do novo imunizante contra a Covid-19 poderão ser ofertadas às pessoas com 60 anos ou mais; pessoas que vivem em instituições de longa permanência e seus trabalhadores; pessoas imunocomprometidas; ribeirinhos e quilombolas; e indígenas vivendo em suas comunidades.

Também estão incluídas na lista prioritária os trabalhadores da área da saúde; pessoas com deficiência permanente; portadores de comorbidades; pessoas privadas de liberdade com 18 anos ou mais; funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas; e pessoas em situação de rua.

Desde 1º de janeiro de 2024, a vacinação contra a Covid-19 para pessoas do grupo prioritário e de crianças de seis meses a menores de cinco anos está incluída no Calendário Nacional de Vacinação. A pasta também passou a recomendar uma dose anual ou semestral para grupos prioritários com cinco anos ou mais e maior risco de desenvolver formas graves da doença, independentemente do número de doses prévias recebidas.

Todo o esquema vacinal contra covid-19 está disponível no site do Ministério da Saúde. Já as orientações quanto aos procedimentos de armazenamento e aplicação a serem adotados estão disponíveis em uma nota técnica do Departamento do Programa Nacional de Imunizações da pasta (DPNI), enviada aos estados e municípios. (Com Agência Brasil)

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