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Pará lidera pedidos de seguro-desemprego na região Norte

Houve um 1,8 milhão de pedidos de janeiro a abril em todo o País | Valdecir Galor/SMCS/Fotos Púiblicas
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A pandemia do novo coronavírus levou ao represamento de 200 mil pedidos de seguro-desemprego, informou o governo nesta terça-feira (28). A fila de trabalhadores demitidos sem justa causa que não conseguiram pedir o benefício distorce os dados oficiais.

Segundo o Ministério da Economia, foram registrados em março 537 mil pedidos por seguro-desemprego, uma queda de 3,5% em comparação com o mesmo período de 2019. Na primeira quinzena de abril, por sua vez, foram 267 mil pedidos, retração de 13,8%.

O Pará lidera o número de solicitações em março na região Norte, com 10.864 requerimentos. São Paulo está na ponta no ranking nacional, com 165.632 solicitações.

A pasta afirma que o fechamento de postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine) durante a crise de saúde dificultou o acesso de trabalhadores. Muitos estão aptos a receber o benefício, mas não conseguiram fazer a solicitação.

Segundo o Ministério da Economia, foram registrados em março 537 mil pedidos por seguro-desemprego, uma queda de 3,5% em comparação com o mesmo período de 2019. Na primeira quinzena de abril, por sua vez, foram 267 mil pedidos, retração de 13,8%.

“Por enquanto, neste primeiro instante de crise, passados mais de um mês, não verificamos nenhuma explosão [nas demissões]”, disse o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys.

No acumulado de janeiro a abril, houve o registro de 1,8 milhão de pedidos, uma retração de 8,7% em relação ao mesmo período de 2019. O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, afirmou, no entanto, que houve um represamento de 200 mil pedidos após o início da pandemia. “Temos uma pequena fila, de que estamos dando conta rapidamente. Essa demanda reprimida não passa de 200 mil em março e abril”.

Se esse contingente fosse contabilizado, porém, haveria um adicional de 150 mil pedidos, relativos aos 45 dias do mês de março e da primeira quinzena de abril deste ano, em comparação ao mesmo período de 2019. Pela estimativa, a alta dos requerimentos no período poderia ser superior a 15% se não houvesse o represamento.

Segundo o Ministério da Economia, a contabilização foi prejudicada pelo fechamento das unidades do Sine, administradas pelos estados e municípios, levando a um represamento de requerimentos.

A pasta estima que há 200 mil trabalhadores demitidos e aptos ao benefício que não conseguiram fazer o pedido. O governo ressalta que é possível solicitar o auxílio pela internet. Técnicos do governo trataram os dados como positivos.

Números

– R$ 1.813,03 – É o valor máximo do benefício, que inicia a partir de R$ 1.045.

– 4 milhões – É o número de trabalhadores com contrato suspenso ou salário e jornada reduzidos desde o início deste mês. A medida foi autorizada após a pandemia. No programa, o governo entra com uma compensação financeira.

Diário do Pará

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