Pará é um dos estados com maior incidência de queda de raios

Em Marabá, uma emissora de televisão está fora do ar após a torre de transmissão ser atingida por um raio. O evento causou a queima de todos os equipamentos do local

Segundo o Corpo de Bombeiros, entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, três pessoas morreram em Belém vítimas de descargas elétricas e várias residências e edifícios já foram atingidos por raios. As fatalidades ocorreram em ambientes externos e próximos de fios de alta tensão e chamaram atenção para saber por que isso ocorre no Pará.

Desmatamento, subida de temperatura e o fenômeno La Niña são os motivos Pará ter um aumento considerável de incidências na queda de raios no mês de janeiro, aliados às fortes chuvas que caem durante o período do inverno Amazônico.

De acordo com a previsão climática para fevereiro divulgada pelo Núcleo de Monitoramento Hidrometeorológico da Semas, a tendência é de chuvas acima do normal em toda a porção Norte, Região Metropolitana de Belém, Nordeste e faixa central do Estado, o que pode ocasionar mais quedas de raios.

Um levantamento do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat, órgão do Inpe) mostrou que o Brasil é o país com mais incidência de descargas elétricas no mundo. Só nos dois últimos anos caíram 280 milhões de raios no território nacional. As mudanças climáticas têm influência direta. E o Pará está entre um dos estados com essa incidência de raios.

Registros

Na última segunda-feira (6), foram registradas duas situações em que um raio atingiu uma casa, em São Domingos do Capim, e foi consumida rapidamente pelo fogo por consequência do raio, e em São Miguel do Guamá, em que um raio atingiu o hospital municipal da cidade e deixou vários equipamentos queimados, além de danificar parte da estrutura do edifício, ambas as situações no nordeste paraense.

Em Marabá, no sudeste do Pará, uma emissora de televisão está fora do ar após a torre de transmissão ser atingida por um raio. O evento causou a queima de todos os equipamentos da central de operações da TV Kairós, cujo sinal alcança um raio de 100 quilômetros na região, a partir do canal 7.1.

Prevenção

Apesar dos riscos, a chance de uma pessoa ser atingida diretamente por um raio é muito baixa. Em média menor do que uma chance em um milhão. Isso diminui a necessidade de precaução? Não, de jeito nenhum.

O perigo aumenta de acordo com a localização. A exposição em áreas abertas eleva o risco para uma chance em mil. Outros efeitos graves ocorrem por incêndios e quedas de energia.

Os locais mais frequentes, onde houve mortes, foram: áreas rurais, proximidade de redes elétricas ou hidráulicas, atividades na água (praias, rios ou piscinas), embaixo de árvores, regiões descampadas e até dentro de casa.

Cuidados dentro de casa para evitar acidentes com raios:

-Evitar o uso do celular, secador de cabelo, ferro elétrico e outros aparelhos conectados à tomada;
-Evitar uso de chuveiro ou torneira elétrica;
-Evitar consertos de instalações elétricas;
-Se possível, permanecer dentro de casa enquanto a tempestade durar.

Cuidados fora de casa

-Evitar contato com objetos metálicos, como cercas de arame, tubos metálicos e principalmente linhas telefônicas ou elétricas;
-Evitar estar em locais como campos abertos, piscinas, lagos, praias, árvores isoladas, postes e locais elevados.

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