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Pacientes com câncer viajam mais de 250 km para fazer quimioterapia no sudeste do Pará

O governo do Pará terá que implantar unidade de tratamento oncológico em até 18 meses, por determinação da Justiça, em Marabá.
O Hospital Regional do Sudeste do Pará, em Marabá | Foto: Divulgação
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A 3ª Vara Civil e Empresarial deu um prazo de 90 dias para o governo do estado do Pará apresentar o cronograma detalhado de implantação do serviço de oncologia em Marabá e estabeleceu o prazo de 18 meses para o início do funcionamento gratuito do tratamento contra o câncer na cidade.

De acordo com a decisão judicial, existem pacientes em tratamento que precisam se deslocar mais de 250 quilômetros atrás de atendimento na Região do Carajás. O Ministério Público do Estado (MPPA) moveu uma ação civil pública para garantir o atendimento médico adequado em Marabá.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) disse, em uma nota, que o serviço de oncologia do Hospital Regional do Sudeste do Pará (HRSP), em Marabá, está previsto para funcionar a partir de 2022. A Sespa informou que o serviço vai ofertar diagnóstico precoce e tratamento contra o câncer.

Elizangela Santana luta contra um câncer de mama há três anos, mas sem o serviço público de oncologia em Marabá, toda semana ela e outras mulheres se deslocam até a cidade de Tucuruí, percorrendo uma distância de 251 km, para fazer a quimioterapia, em um sacrifício enorme e desgastante.

Uma equipe da Sespa, no final de 2020, visitou o Hospital Regional, em Marabá, para estudar a implantação do serviço de oncologia, com consultas, cirurgias e quimioterapia. O governo do Pará tinha a previsão de que o serviço estivesse funcionando até agosto de 2021, mas os pacientes continuam com a peregrinação atrás do serviço de oncologia em Belém e Tucuruí. (Portal Debate Carajás, com G1/Pará)

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