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Onyx Lorenzoni fracassa ao tentar garantir apoio do União Brasil a Bolsonaro

Ministro de Bolsonaro não teve pedido atendido e apoio ao presidente parece bastante distante para as eleições de 2022
Crédito: Reprodução
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Um dos principais nomes do DEM, o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, apresentou requerimentos para análise do União Brasil, partido nascido da fusão do próprio Democratas com o PSL.

Neles, o ministro pedia apoio da nova legenda à candidatura de reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Em outro, solicitava a liberação dos filiados para apoiarem candidatos de outros partidos.

Em outros três documentos, Onyx reivindicava que os parlamentares tivessem direito de voto nas deliberações da Executiva Nacional da sigla. Em resposta, o presidente do novo partido, deputado Luciano Bivar (PE), indeferiu os pedidos sob a justificativa de que o ministro queria antecipar uma discussão futura.

“Os três primeiros requerimentos devem ser indeferidos porque têm como finalidade antecipar uma discussão que será posteriormente tomada, quando o União Brasil se reunirá para deliberar sobre o assunto. Portanto, não faz sentido e é até contrário à legislação que será posteriormente tomada. Não faz sentido e é até contrário à legislação discutir agora apoio a políticos”, afirmou ele.

Durante a votação de união das siglas, Onyx Lorenzoni,votou contra. Apesar de ter sido vencido, o ministro pediu para que seu voto fosse incluído na ata da convenção.

A irritação de Onyx com o PSL vem da disputa do presidente Jair Bolsonaro com o partido. Bolsonaro deixou a sigla em 2019, após uma briga pública com Luciano Bivar, e desde então, segue sem partido. Aliados do presidente devem deixar a sigla no período das janelas partidárias.

Em coletiva, os líderes do DEM e do PSL, ACM Neto e Luciano Bivar, afirmaram que a porta de saída estará aberta para aqueles parlamentares que não estiverem satisfeitos com a fusão. Segundo eles, esse movimento não está entre as principais preocupações do novo partido, mas sim os caminhos de 2022.

“Nossa maior preocupação é construir o desenho para 2022. Não adianta querer nos medir com a régua de 2018. A partir de hoje somos União Brasil”, afirmou ACM Neto. (Congresso em Foco)

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