Obras do governo Helder Barbalho se arrastam em três escolas estaduais de Marabá

Escola Gaspar Viana, Acy Barros e Plínio Pinheiro enfrentam percalços na execução do serviço. O problema se arrasta desde o ano de 2019.
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As promessas de campanha do atual governador Helder Barbalho (MDB), nas eleições de 2018, para solucionar os graves problemas de infraestrutura existentes nas escolas públicas estaduais do Pará, andou bem pouco ou quase nada em Marabá, no sudeste do Pará.

A reconstrução da Escola Dr. Gaspar, na Folha 16, Núcleo Nova Marabá, se arrasta, há três anos, sem nenhuma perspectiva de término de uma obra que caminha a “passos de tartaruga”. De acordo com a comunidade escolar, alunos e professores estão desolados e prejudicados com uma construção que nunca termina. A Reportagem conseguiu apurar que existem poucos trabalhadores em atividade e, “vira e mexe”, a empresa para tudo por falta de grana para aquisição de material.

A reforma da Escola Acy Barros é outra obra que anda muito devagar. Segundo servidores e alunos, o prazo para conclusão dos serviços já se esgotou, mas não existe nem previsão de entrega do prédio de uma das escolas mais tradicionais de Marabá. Como de costume, empresas de Belém ganham a licitação com um valor abaixo do preço de mercado, porém não possuem liquidez para tocar a obra e terminam abandonando o serviço ou ficam mendigando um aditivo de preço.

A reinauguração era para ter acontecido em dezembro de 2021, mas sabe-se lá quando a empresa vai concluir um serviço mal gerenciado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Iniciar uma obra e abandoná-la pelo meio do caminho é desperdício de dinheiro público.

Já a reforma da Escola Estadual de Ensino Integral Plínio Pinheiro nunca foi finalizada. O prédio foi inaugurado no mês de dezembro de 2021, sem as adequações para funcionar em tempo integral. As instalações inadequadas provocam cansaço nos estudantes, pois eles não possuem banheiro adaptado para o banho, sala de descanso e refeitório.

Devido à ausência de um espaço adequado, parte das refeições terminam sendo consumidas nas salas de aula. A reforma não contemplou as salas de dança e música. A ausência de um poço artesiano faz com que alunos e professores sofram com constantes falta de água.

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Construção de creches

No dia 22 de março de 2022, Helder Barbalho assinou a ordem de serviço para a construção de 149 creches nas cidades de Ananindeua, Breves, Curuá, Curuçá, Magalhães Barata, Maracanã, Marapanim, Marituba, Melgaço, Muaná, Óbidos, Ponta de Pedras, Portel, Santa Cruz do Arari e Terra Alta. A iniciativa é salutar, porém não garante a conclusão das obras, pois existem centenas de escolas com a reforma ou construção abandonadas em todo o Pará.

Seria bem mais interessante e menos político se Helder Barbalho terminasse as obras já iniciadas em vez de buscar holofotes com anúncio da construção de 149 creches, em ano eleitoral, embora reconheça a quase total falta de creches construídas pela Seduc no Pará, ao longo dos anos.

O Portal Debate conversou com o Secretário Regional de Governo, Wandenkolk Gonçalves, a respeito dos problemas existentes nas obras. O político afirmou que assumiu a função recentemente e estaria se inteirando das demandas existentes para poder buscar uma solução para cada caso em Belém. (Pedro Souza/Portal Debate)

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