RIO DE JANEIRO (RJ) – Depois das acusações de assédio moral e sexual, reveladas na última semana por ex-funcionários, a edição deste domingo (3) do Fantástico conversou com vítimas que teriam sido estupradas pelo vereador carioca Gabriel Monteiro, no Rio de Janeiro.
“Colocou a arma na minha cabeça mandando eu ficar quieta”, contou uma das mulheres. Outra afirma que presenciou Gabriel ameaçando uma mulher e, posteriormente, foi chamada para ter relações sexuais com o casal. Na época, a jovem tinha apenas 16 anos de idade.
“Eu implorando pra ele parar, ele afundou a minha cara no travesseiro encostado na parede. Minha mãe começou a me ligar na hora. Ele foi e pegou meu telefone, tirou a bateria, escondeu meu celular embaixo da cama”, narra a jovem. O homem teria continuado, mesmo com os pedidos da vítima para que ele parasse com o abuso sexual.
No fim, perguntou se “teria sido bom”. Ao ouvir da jovem que iria denunciá-lo, Gabriel teria dito que o Estado não acreditaria nela, uma menina de 16 anos que teria ido até a casa dele por vontade própria. Caso o indivíduo seja considerado culpado, caso deverá render uma boa cadeia para o político.
De acordo com o Fantástico, uma segunda mulher contou que ele se recusou a usar camisinha e continuou a relação contra a sua vontade. “Antes do ato em si, ele disse que não iria por o preservativo. E eu questionei, falei: você tem que colocar, sim, o preservativo. Nessa hora, ele simplesmente ignorou tudo que eu tinha falado e começou a relação sexual.”
A terceira vítima ouvida afirmou que iniciou uma relação consensual com o vereador, até que ele começou a filmar a jovem e tentar mostrar suas partes íntimas e o rosto. “Eu comecei a gritar muito e ele pegou a arma e colocou a arma no freio de mão. Próximo ao freio de mão. E eu comecei a me debater, me debatia. Só que ele conseguiu fazer a penetração, tudo, sem camisinha. E, um certo momento, ele colocou a arma na minha cabeça mandando eu ficar quieta”, desabafa a jovem.
Depois de saber do abuso, a mãe da terceira mulher teve medo de denunciar o estupro às autoridades, por Gabriel Monteiro atuar, na época, como policial militar. No entanto, o caso veio à tona e houve a denúncia.
O outro lado
Minutos depois da exibição da reportagem, Gabriel Monteiro rebateu as acusações em uma publicação nas redes sociais.
“Quanta deslealdade numa matéria só. Omitem informações (a própria mãe da garota depôs, ela mesmo disse que me falou que tinha 18 anos). Acusações dos piores crimes, sem nenhum tipo de materialidade, Nenhum. Fala que fiz uma maldade em 2017, sem qlq [qualquer] prova cara, mds [meu Deus]. Já é o 4º estupro que o Fantástico me acusa, nenhum laudo, prova, vídeo, nadaaaaa, apenas uma pessoa coberta relatando coisas que eu sinto repúdio. Uma pessoa anônima, como posso me defender disso????”, protesta Gabriel Monteiro, nas redes sociais. (Portal Debate, com Metrópoles)


