O Norte do país é a região com maior proporção de trabalhadores por aplicativos de transporte particular de passageiros — excluindo os de táxi — do país, segundo os dados do módulo Teletrabalho e Trabalho por Meio de Plataformas Digitais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgados, nesta quarta-feira (25), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os profissionais plataformizados, a categoria abrange 61,2% do total, o que representa 14 pontos percentuais (p.p.) a mais que a média nacional.
Por outro lado, a região é a que possui menor proporção de pessoas que trabalham com aplicativos de serviços gerais ou profissionais, sendo apenas 5,6% do quantitativo, ou seja menos da metade do índice no país.
No cenário nacional, o 4º trimestre de 2022 contabilizou 1,5 milhão de pessoas que trabalhavam por meio de plataformas digitais e aplicativos de serviços. Esse número representava 1,7% da população ocupada no setor privado, que chegava a 87,2 milhões, no período.
A pesquisa, fruto de um Acordo de Cooperação Técnica com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Ministério Público do Trabalho (MPT), aponta que no recorte por tipo de aplicativo, 778 mil trabalhadores (52,2%) exerciam o trabalho principal por meio de aplicativos de transporte de passageiros em ao menos um dos dois tipos listados (de táxi ou excluindo táxi).
Quanto ao perfil dos profissionais que trabalham por meio de plataformas digitais, 81,3% são homens, já a faixa etária varia de 25 a 39 anos (48,4%). O estudo mostra que cerca de 77,1% dos plataformizados eram trabalhadores por conta própria, contra 29,2% para os não-plataformados (29,2%). Entre os grupamentos de atividade, 67,3% dos plataformizados atuavam em Transporte, armazenagem e correio e 16,7% em Alojamento e alimentação. (Com O Liberal)


