Noé Lima processa hotel de Marabá por causa de hambúrguer

Ativista afirma que funcionários do estabelecimento o proibiram de consumir no local lanche pedido em aplicativo. Prática contraria o Código de Defesa do Consumidor. Audiência de conciliação acontecerá por videoconferência em abril
Noé Lima moveu ação contra hotel localizado às margens da Transamazônica. O motivo: um hambúrguer pedido em aplicativo de delivery

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ — O ativista político Noé Lima, aguerrido na defesa de causas que envolvem direitos humanos e muito conhecido na cidade quando o assunto é polêmica, volta a ser manchete por causa — acredite se quiser! — de um hambúrguer pedido por aplicativo em um hotel.

A ação de Noé Lima contra o estabelecimento, localizado às margens da BR-230 (Rodovia Transamazônica), tramita no 5º Juizado Especial Cível de Brasília. Ele requer na Justiça a quantia de R$ 5 mil a título de indenização por dano moral.

Conforme a petição inicial, Noé Lima estava hospedado no estabelecimento no dia 29/09/2022, por volta das 23h30, ocasião em que, ao receber uma alimentação de fornecedor externo, foi surpreendido por constrangimento de empregados da empresa sob a alegação de que não era possível o consumo de alimentos não fornecidos pelo hotel.

Ainda segundo a peça, em momento algum Noé foi informado que não poderia consumir alimentos vindos de fora do hotel. A declaração de hospedagem recebida pelo hóspede também não informava sobre a política.

A ação, que se fundamenta nos artigos 186 e 927 do Código Civil e na Lei nº 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor), foi protocolada no fim de janeiro pelo advogado Elho Araújo Costa. Além dos R$ 5 mil de indenização por danos morais, também pede a inversão do ônus da prova, que consiste no fato de o estabelecimento provar que não cometeu o ato denunciado pelo hóspede.

A audiência de conciliação entre ambas as partes foi marcada para o dia 17 de abril deste ano e acontecerá por meio de videoconferência. O link no qual a audiência será realizada já foi gerado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

Saiba mais

Noé Lima volta aos holofotes três meses depois de abrir seu voto nas eleições presidenciais de 2022 — no 2º turno, ele declarou apoio à reeleição de Jair Bolsonaro — e se tornar alvo de críticas do movimento LGBTQIAP+ e elogios do movimento conservador, capitaneado por empresários locais. Houve quem sugerisse que o ativista teria vendido seu apoio.

Após o aceno à direita, Noé se tornou ‘persona non grata’ na esquerda e desativou temporariamente suas redes sociais. Precisou até mesmo se desvincular de uma festa que estava organizando na época, devido a ameaças — até de morte — que passou a receber.

Desde então, o ativista, que reside e estuda Direito em Brasília, vinha descansando sua imagem, adotando um ritmo mais moderado de publicações e evitando aparecer na mídia. Até hoje. (Vinícius Soares/Portal Debate)

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