Os poucos mais 70 servidores presentes na Assembleia Geral Unificada, ocorrida ontem (10), no Cine Marrocos, em Marabá, organizada pelo Sindicato da Saúde (Sintesp); Sindicato da Educação (Sintepp) e Sindicato dos Servidores Públicos de Marabá (Servimmar), sentiram-se incomodados com a presença dos vereadores Gilson Dias (PCdoB), Márcio do São Félix (PSDB) e Cabo Rodrigo (PRB), vistos como base de apoio do prefeito Sebastião Miranda (PTB).

A presença, na mesa diretiva, de Gilson Dias, incomodou bastante os poucos trabalhadores da educação presentes. De acordo com Joyce Rebelo, Coordenadora Geral do Sintepp, ela fez duras críticas ao parlamentar pelo fato dele ter votado a favor do corte do salário dos professores em 2017. Ato contínuo, Joyce se dirigiu aos outros dois vereadores, atribuindo a eles também a responsabilidade na diminuição salarial dos educadores.

Vereadores

O Portal Debate Carajás conversou com Gilson Dias, na noite de ontem. O edil afirmou que foi convidado para participar da assembleia geral. “Minha presença na reunião dos servidores teve o intuito de ajudar a criar um ‘canal de diálogo’ entre a gestão municipal e os trabalhadores, antes de votar o Plano de Carreira da Saúde de Marabá”, disse ele. “Fui tentar ajudar, não me promover politicamente”, protestou.

O vereador, Cabo Rodrigo, argumentou que realmente a presença deles não foi bem vista pelo Sintepp, mas ele estava na reunião, a convite dos operadores de máquinas pesadas. “Eu estava na reunião na tentativa de buscar uma saída para dialogar com o prefeito. Durante o meu mandato, estarei sempre a disposição de quem nos procurar para o diálogo”, disse o parlamentar. Não conseguimos contato com o vereador Márcio do São Félix para um posicionamento a respeito do assunto.

Quem ri por último, ri melhor?

Mesmo diante de um número pequeno de servidores, ficou claro o rancor guardado pelos trabalhadores da educação em relação aos vereadores que votaram a favor do corte do salário de professores, em 2017. De acordo com alguns educadores, o troco será dado nas eleições de 2020. Em conversa com os mais experientes, os três parlamentares “erraram na estratégia”, pois o fórum era dos trabalhadores, não de governo e muito menos de vereadores. Essa queda de braço ainda vai “dar muito pano para mangas”.