Na Alepa, vereadores defendem sede da Uesspa em Marabá

Representaram o Legislativo de Marabá os vereadores Ilker Moraes (presidente da Casa), Marcelo Alves, Vanda Américo, Priscila Veloso, Jocenílson, Marcos Andrade, Dean Guimarães, Márcio do São Félix, Ubirajara Sompré e Fernando Henrique

Na manhã da última sexta-feira (30), um grupo de vereadores da Câmara Municipal de Marabá participou de uma sessão especial na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), em Belém, para discutir a criação da Universidade Estadual do Sul e Sudeste do Pará (Uesspa). O encontro ocorreu no auditório João Batista e foi proposto pelo deputado estadual Aveilton Souza (PSD).

Representaram o Legislativo de Marabá os vereadores Ilker Moraes (presidente da Casa), Marcelo Alves, Vanda Américo, Priscila Veloso, Jocenílson, Marcos Andrade, Dean Guimarães, Márcio do São Félix, Ubirajara Sompré e Fernando Henrique. Também estiveram presentes acadêmicos, professores, representantes da UEPA, lideranças do movimento pró-Uesspa e outros parlamentares.

Aveilton destacou a importância da mobilização coletiva para garantir a instalação da nova universidade, com foco no fortalecimento do ensino superior e no desenvolvimento socioeconômico da região. “Nosso intuito é unir a classe política, técnica, estudantil e empresarial nessa luta comum”, afirmou o deputado, lembrando que o foco principal do movimento são os estudantes do sul e sudeste do Pará.

O deputado Dirceu ten Caten reforçou a importância da mobilização popular e institucional, citando a criação da Unifesspa como um exemplo de sucesso. Já o reitor da Universidade do Estado do Pará (UEPA), Clay Anderson Nunes Chagas, alertou para a necessidade de descentralização do ensino superior no estado e defendeu a criação de novas universidades regionais. “O Pará tem menos universidades estaduais que estados como Ceará e Maranhão. É urgente iniciar esse processo com responsabilidade orçamentária”, disse.

Clay também informou que comissões locais estão finalizando um relatório sobre a viabilidade da nova universidade e pediu apoio da Alepa para incluir a proposta na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o que permitirá autonomia e orçamento próprio à futura instituição. Ele ainda sugeriu que parlamentares municipais dialoguem sobre a localização da sede da Uesspa, hoje disputada entre Marabá e Parauapebas.

Em nome da Câmara de Marabá, o presidente Ilker Moraes defendeu que a sede da universidade seja no município, destacando o histórico acadêmico, a infraestrutura existente e a mobilização de mais de 100 entidades em apoio à proposta. “Começamos esse debate ainda em 2023, e é hora de acelerar esse processo. O governador tem a chance de fazer justiça com Marabá e impulsionar o ensino superior na região”, declarou.

Felipe Castro, estudante de medicina e liderança do movimento pró-Uesspa, defendeu a criação da universidade como um reparo histórico a uma região que, segundo ele, foi negligenciada em termos de desenvolvimento educacional. “Temos apenas cinco núcleos da UEPA no sul e sudeste do Pará. A Uesspa será fundamental para ampliar o acesso à educação superior e deve ter sua sede em Marabá, que já concentra estrutura e tradição acadêmica”, concluiu. (Portal Debate, com CMM)

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