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Mulher que matou marido em Marabá após 8 horas de vodka é liberada

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Maria Aparecida Ribeiro, acusada pela morte do marido Wanderson Couto Ribeiro no último dia 6, ganhou junto à 3ª Vara Criminal de Marabá a substituição da prisão preventiva pela domiciliar por ser mãe de dois adolescentes e uma criança. O crime registrado no Bairro Araguaia, mais conhecido como “Fanta”, chocou a comunidade.

A substituição da prisão em estabelecimento prisional por uma prisão domiciliar para a acusada, que tem 38 anos, foi requerida pelos advogados Elismar Cabral da Silva e Diego Adriano de Araújo Freires. O Ministério Público se manifestou pelo indeferimento do pedido, com a consequente manutenção da prisão preventiva.

Na decisão, o juiz Alexandre Hiroshi Arakaki entendeu que “Maria Aparecida Ribeiro preenche os requisitos para a obtenção de uma prisão domiciliar, por ser mãe de três crianças menores de idade, sendo de 12 (doze), 14 (quatorze) e 02 (dois) anos de idade, sendo imprescindível aos cuidados deste”. Por esse motivo, o magistrado concedeu o benefício da prisão domiciliar.

As condições para a substituição da prisão de Maria Aparecida Ribeiro são: comparecimento a todos os atos do processo; não mudar de endereço sem autorização judicial; não se ausentar da cidade sem autorização judicial; permanecer em sua residência, somente saindo para atendimentos médicos ou em situações excepcionais, devidamente justificados; não consumir bebidas alcoólicas e não ser flagrada embriagada em público.

Entenda

Maria Aparecida Ribeiro e Wanderson Couto Ribeiro estavam juntos havia sete anos. Na madrugada de 6 de maio, no bar de uma colega no Bairro Araguaia, o casal se desentendeu e Maria golpeou Wanderson com uma faca diversas vezes. Ambos teriam passado as oito horas anteriores à tragédia bebendo vodka no local.

A Polícia Civil, informada sobre a situação por um irmão da vítima, foi até o endereço da ocorrência e lá encontrou Maria Aparecida, que estava em companhia de outras pessoas visivelmente embriagada.

A mulher alegou aos policiais civis que houve uma discussão do lado de fora do bar entre ela e o esposo. Maria teria sido agredida com um soco por Wanderson e nesse momento se armou com uma faca de cozinha de tamanho médio.

Irada e alcoolizada, Maria projetou diversos golpes de faca em Wanderson, que não resistiu e morreu. A mulher foi conduzida à seccional sem uso de algemas e na companhia de uma bebê de colo ainda lactente. Uma testemunha confirmou os fatos. (Portal Debate Carajás)

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