Hana Ghassan suspende promoções de delegados investigados em esquema de corrupção no Pará

Segundo a nota oficial divulgada pelo MPPA, a decisão foi tomada após manifestação do órgão ministerial, fundamentada em parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

DA REDAÇÃO — O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) informou nesta quinta-feira (7/5) que a governadora Hana Ghassan determinou a suspensão imediata dos efeitos das promoções dos delegados da Polícia Civil Arthur Afonso Nobre de Araújo Sobrinho e Carlos Daniel Fernandes de Castro, ambos investigados em um suposto esquema de corrupção dentro da corporação.

Segundo a nota oficial divulgada pelo MPPA, a decisão foi tomada após manifestação do órgão ministerial, fundamentada em parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). A medida cautelar foi oficializada em despacho assinado no último domingo (4/5), atendendo pedido formulado pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO).

De acordo com o Ministério Público, os dois delegados estão afastados de suas funções públicas por decisão judicial desde 12 de dezembro de 2025. Por esse motivo, conforme o entendimento do MPPA e da PGE, eles não cumpriram o tempo de serviço efetivo exigido para ascensão na carreira da Polícia Civil.

Arthur Afonso Nobre de Araújo Sobrinho e Carlos Daniel Fernandes de Castro foram alvos de investigações conduzidas pelo GAECO, que apuram a existência de um suposto esquema de corrupção envolvendo integrantes da Polícia Civil do Pará.

As investigações ganharam repercussão após um caso de atropelamento que levou à apreensão de aparelhos celulares. Conforme apontado pelo Ministério Público, Arthur Nobre, que na época ocupava o cargo de diretor da Seccional do Comércio, em Belém, teria solicitado R$ 25 mil para favorecer o motorista envolvido no caso.

Ainda segundo as apurações, a suposta extorsão teria contado com a participação e chancela do então diretor de Polícia Metropolitana, Carlos Daniel Castro.

O GAECO afirma que interceptações telefônicas e mensagens extraídas dos celulares apreendidos indicariam a existência de um suposto “balcão de negócios” dentro da corporação, envolvendo favorecimentos e negociações ilícitas.

O caso ganhou repercussão nacional em janeiro deste ano, após ser exibido em reportagem do programa Fantástico, da TV Globo. Em um dos trechos divulgados pela emissora, o delegado Arthur Nobre aparece afirmando que estava “cansado, mas a fim de roubar alguém”.

Até o momento, as defesas dos delegados não haviam se manifestado publicamente sobre a suspensão das promoções divulgada pelo Ministério Público. (Portal Debate)

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