MP pede R$ 10 milhões após fiscalização apontar larvas, roedores e alimentos impróprios no Grupo Mateus

O Ministério Público do Maranhão ajuizou uma Ação Civil Pública contra o Grupo Mateus por supostas irregularidades sanitárias em unidades de São Luís, pedindo indenização de R$ 10 milhões por dano moral coletivo.

Grupo Mateus S.A. e suas filiais são alvo de uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) por supostas irregularidades sanitárias em unidades de São Luís. A ação, protocolada em 22 de junho de 2026 pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, pede liminar para suspender a venda de alimentos impróprios e requer indenização de R$ 10 milhões por dano moral coletivo.

Segundo o MPMA, fiscalizações realizadas ao longo de aproximadamente dois anos identificaram produtos vencidos, deteriorados, mofados ou com embalagens violadas, além de falhas na refrigeração de carnes, laticínios, pescados e congelados. Os relatórios também apontaram descongelamento inadequado, sujeira em equipamentos, problemas estruturais e presença de insetos, larvas e roedores em áreas de manipulação e armazenamento.

As vistorias do Procon/MA e da Superintendência de Vigilância Sanitária Municipal alcançaram pelo menos oito unidades da rede nos bairros Olho d’Água, Vila Cafeteira, João Paulo, Cidade Operária, Vila Bacanga, Vinhais, São Raimundo e Tirirical.

A investigação começou após a denúncia de um consumidor que comprou, em setembro de 2024, carne bovina do tipo coxão mole com forte odor e sinais de deterioração no Mix Atacarejo do Olho d’Água. Conforme o Ministério Público, ao retornar ao estabelecimento, ele teria sido informado de que outros lotes impróprios já haviam sido recolhidos naquele dia.

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