18.jun.2019 - O ministro da Justiça, Sérgio Moro, durante o lançamento do Plano Safra, em Brasília Imagem: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou nesta terça-feira (18), em nota, que “não reconhece a autenticidade de supostas mensagens obtidas por meios criminosos”.

O site Intercept publicou nesta terça supostos diálogos atribuídos a Moro, quando era juiz, e ao procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná.

“Nunca houve interferência no suposto caso envolvendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que foi remetido diretamente pelo Supremo Tribunal Federal a outro Juízo, tendo este reconhecido a prescrição”, declarou o ministro da Justiça.

Em um trecho das mensagens, o tema central é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB/1995/2002). Segundo Intercept, o então juiz da Lava Jato e Dallagnol comentam suposto caixa 2 e FHC e que o caso já estaria prescrito.

Na conversa com Deltan, supostamente ocorrida em 13 de abril de 2017, Moro teria anotado. “Acho questionável pois melindra alguém cujo apoio é importante.”

Segundo a publicação do Intercept, Moro teria consultado Deltan sobre se ‘tem alguma coisa mesmo séria do FHC?’ “O que vi na TV pareceu muito fraco? Caixa 2 de 96?”

Deltan teria respondido com a informação de que o caso ‘foi enviado pra SP sem se analisar prescrição’.

Na nota em que rechaça a divulgação, Moro assinala que “as conclusões da matéria veiculada pelo site Intercept sequer são autorizadas pelo próprio texto das supostas mensagens, sendo mero sensacionalismo”.

Ele destacou que sua “atuação como juiz federal sempre se pautou pela aplicação correta da lei a casos de corrupção e lavagem de dinheiro”.

A reportagem busca contato com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e com o procurador da República Deltan Dallagnol.

Agência Estado