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Policiais acusados de sequestro e tortura de jovem serão ouvidos

Mateus Gabriel da Silva Costa, de 18 anos, nunca foi encontrado. O caso ocorreu em Xinguara, no sudeste paraense
Crédito: Reprodução
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Quatro policiais militares acusados de envolvimento no sequestro e tortura de um jovem no município de Xinguara, no sudeste paraense, serão ouvidos na sexta-feira (23), em Belém. O interrogatório ocorrerá na sede da Justiça Militar Estadual, no bairro da Cidade Velha, na capital paraense.

Os cabos André Pinto da Silva, Dionatan João Neves Pantoja, Wagner Braga Almeida e Ismael Noia Vieira, são acusados pelo Ministério Público Militar pelos crimes de tortura e sequestro seguido de morte de Mateus Gabriel da Silva Costa, de 18 anos.

Os militares integravam a Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) e seguem sob custódia do Estado, após o pedido de prisão preventiva decretado pelo juiz Lucas do Carmo de Jesus, da Vara Única da Justiça Militar, a pedido do promotor militar, Armando Brasil.

“Esta será a derradeira fase do processo. O MP militar os denunciou por crimes de tortura e sequestro seguido de morte. Trata-se de um grupo de extermínio na PM. Até agora a vítima está desaparecida”, sustenta Brasil. As testemunhas do crime começaram a ser ouvidas no último dia 6 de julho pela Justiça Militar.

Entenda o caso

Mateus Gabriel saiu de casa, conduzindo uma motocicleta, para jogar bola e nunca mais foi visto. Imagens registradas por câmeras de segurança mostram o jovem deixando um amigo em casa, por volta das 0h20 da madrugada do dia 4 de fevereiro, antes de desaparecer.

Conforme os registros, o jovem percorreu a rua Gorotire e foi seguido por uma viatura da PM. Investigações da Polícia Civil revelaram que o rapaz fugiu de uma abordagem dos militares, por estar com o escapamento da moto aberto, o que configura crime.

Mateus foi, então, seguido pelos cabos e colocado dentro da viatura, que pouco mais de 15 minutos depois foi flagrada, por câmeras de monitoramento, com o jovem dentro do veículo oficial, segundo aponta o processo do MP Militar. Testemunhas relataram ao MP que os militares foram vistos agredindo Mateus. O jovem nunca foi encontrado. (O Liberal)

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