MDB e PT se unem contra Toni Cunha em Marabá

Ao que tudo sugere, o objetivo seria dificultar a gestão de Toni Cunha, que recebeu o apoio de 69.666 eleitores no pleito do dia 6 de outubro de 2024.
Vereadores Ilker Moraes (MDB) e Marcelo Alves (PT) - Foto: Reprodução

MARABÁ (PA) – Doze vereadores da Câmara Municipal de Marabá (CMM), liderados pelos partidos MDB e PT, fecharam apoio às candidaturas de Ilker Moraes (MDB) e Marcelo Alves (PT) para a presidência e vice-presidência do Legislativo no biênio 2025/2026. O grupo, que representa a maioria dos parlamentares (são 21 no total), tem evitado até dialogar com o prefeito eleito Toni Cunha (PL), em uma postura que parece contrariar os princípios republicanos que deveriam nortear a relação entre o Executivo e o Legislativo Municipal de Marabá.

A movimentação política desses vereadores indica a formação de uma oposição organizada contra o governo eleito. Ao que tudo sugere, o objetivo seria dificultar a gestão de Toni Cunha, que recebeu o apoio de 69.666 eleitores no pleito do dia 6 de outubro de 2024. Apesar disso, o prefeito eleito conta com nove vereadores em sua base de apoio, número suficiente para garantir a condução de sua agenda no Legislativo.

Analistas políticos consultados pela reportagem do Portal Debate avaliam que a articulação do grupo de 12 parlamentares busca consolidar o controle da Mesa Diretora num esforço para exercer influência sobre o funcionamento da Câmara e, consequentemente, travar a governabilidade do Executivo pelo menos nos dois primeiros anos da nova gestão. O alvo principal seria o controle quase total do orçamento de 2025 por meio das emendas impositivas.

A eleição da Mesa Diretora ocorrerá nesta quarta-feira (1º), antes da posse do novo prefeito e vice, e promete determinar o equilíbrio entre os poderes em Marabá. O comportamento dos 12 vereadores gera questionamentos sobre a real intenção do grupo, que aparenta buscar uma agenda de confronto contra o governo eleito, desconsiderando o voto expressivo da população de Marabá que optou pela eleição de Toni Cunha.

A postura arredia de grande parte destes “parlamentares rebeldes” vem chamando a atenção, porque nenhum deles possui um perfil ideológico que norteará as ações de seu mandato, nem mesmo Marcelo Alves, filiado ao Partido dos Trabalhadores, porque na atual gestão, ele faz parte da base de apoio do prefeito Tião Miranda (PSD) que possui um perfil muito longe de ser de esquerda. Como dizem os mais velhos, “este angu tem caroço”. Nos últimos dias, alguns parlamentares vinham se articulando com a nova gestão, mas, de repente, “sumiram do mapa” e passaram a não atender as ligações nem responder as mensagens enviadas, estranho.

Nos últimos 30 dias, uma equipe de reportagem do Portal Debate anda “escrutinando” os bastidores da Câmara Municipal de Marabá para descobrir os motivos obscuros, conhecidos como “toma lá, dá cá”, que levaram a maior parte do “grupo dos 12” a se rebelar contra a gestão de Toni Cunha sem nenhum motivo aparente. Quem achava que o embate ferrenho ocorrido durante o processo eleitoral já era coisa do passado, enganou-se. A ver as cenas dos próximos capítulos.

A reportagem conversou com o prefeito eleito, na tarde deste sábado (28), sobre a estranha recusa de parte dos vereadores rebelados em dialogar com ele e sua equipe. Toni afirmou que está tranquilo, continua se articulando, gostaria de eleger a mesa da CMM, porém irá respeitar a decisão da maioria dos vereadores. Segundo ele, o Executivo Municipal conseguirá tocar suas pautas sem a maioria na CMM, sem nenhum problema, pois um prefeito gerenciar uma cidade sem a maioria no Legislativo não é coisa do outro mundo e isso acontece em milhares de cidades Brasil afora. (Portal Debate)

Foto: Reprodução/Redes Sociais

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