Massacre de capivaras no interior do Pará

Cerca de 45 animais foram abatidos no acampamento, localizado em uma das margens do Igarapé Pacoval, localizado no litoral de Soure, no Arquipélago do Marajó.
Crédito: Reprodução

SOURE, ILHA DO MARAJÓ – Nesta quarta-feira (30), um acampamento utilizado para matar capivaras – mamífero roedor da família Caviidae  – foi destruído por uma guarnição da Polícia Militar, em uma das margens do Igarapé Pacoval, localizado no litoral de Soure, no Arquipélago do Marajó.

De acordo com a PM, durante a Operação Impacto nos Rios, ao entrar no Igarapé Pacoval, os militares avistaram um bote, tipo “geleira”, chamado Príncipe Jobson, uma embarcação “rabeta”, um casco de voadeira e decidiram realizar uma abordagem no local em busca de algo ilícito.

Ao iniciarem as buscas, os policiais se depararam com de 1.500 quilos de carne de capivara salgada e 8 animais mortos. No total, cerca de 45 animais foram abatidos no acampamento. Um verdadeiro massacre de um animal silvestre inofensivo. A cena chocou as pessoas presentes.

No local, a PM apreendeu 60 sacos de sal (20 quilos); 100 munições para espingarda (calibre 22); 1 motor rabeta; 1 um botijão de gás e 1 casco de lancha, tipo voadeira. A estrutura mostra que os indivíduos iriam matar muito mais animais. Como o local do acampamento é de difícil acesso, os policiais decidiram incinerar a carne e os animais mortos.

A guarnição encontrou a foto de um suspeito. Ela foi encaminhada junto com o material apreendido para a Delegacia de Polícia Civil de Soure. O Artigo 29 da Lei Federal 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), a caça de animal silvestre prevê pena de detenção de 6 meses a 1 ano de prisão, caso os caçadores sejam identificados. Além disso, é aplicada uma multa com base na Resolução SMA 48/2014, no valor de R$ 500 por espécie abatida. (Portal Debate, com Notícia Marajó)

Crédito: Reprodução

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