Marabaense realiza cirurgia de “mudança de sexo” em Goiânia

Lorena Brito passou pela “transgenitalização neocolpovulvoplastia”, conhecida como cirurgia de “mudança de sexo” ou cirurgia de “mudança de gênero”, no dia 10 de maio de 2023.
Lorena Brito - Foto: Redes Sociais

GOIÂNIA (GO) – A mulher transexual, Lorena Brito Navas, de 31 anos, ex-chefe de divisão da Secretaria Municipal de Segurança Institucional de Marabá (SMSI) e ex-servidora da Polícia Civil (PC), em Marabá, no Sudeste do Pará, realizou a “transgenitalização neocolpovulvoplastia”, conhecida como cirurgia de “mudança de sexo” ou cirurgia de “mudança de gênero”, em Goiânia, Capital de Goiás.

Em contato com a Reportagem do Portal Debate, Lorena Brito afirmou que passou 7 anos, realizando diversas terapias para se sentir preparada para realizar a tão sonhada “mudança de sexo”. “Estou me sentindo feliz e realizada”, relatou a ex-servidora pública de Marabá. Ela informou que o procedimento cirúrgico foi realizado no dia 10 de maio de 2023 e que estava se sentindo muito bem de saúde.

Lorena afirmou que era uma mulher transexual desde criança, pois já sentia o desejo de ser uma mulher. Já rapaz, era visto como um jovem afeminado e “homossexual”. Na época, como em Marabá não havia ambulatório e profissionais especializados nas áreas de Clínica Geral, Endocrinologia, Ginecologia, proctologia, Urologia, Psiquiatria, Serviço Social e Psicologia e Fonoaudiologia, em especial, para atender as pessoas que desejam realizar a cirurgia de redesignação sexual, ela foi embora para Goiânia.

A enfermeira afirmou que, aos 23 anos, assumiu sua verdadeira identidade de gênero. Ela deu os primeiros passos para fazer a cirurgia de “mudança de sexo” no Ambulatório Trans do Hospital das Clínica (HC), conveniado com Sistema Único de Saúde (SUS), em 2017. Orgulhosa, a mãe de Lorena Brito falou: “você nasceu para realizar seus sonhos e eu estou aqui para te apoiar em todos eles, pois eu te amo filha”, relatou Lorena.

Lorena Brito Navas – Foto: Redes Sociais

Filha de Marabá

Lorena Brito iniciou sua trajetória de trabalho, aos 18 anos, quando foi selecionada pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), para ser jovem aprendiz na Superintendência de Polícia Civil do Sul e Sudeste do Pará, para contrato de um ano.

Com o término do estágio, o então superintendente regional de Polícia Civil, na época, delegado Alberto Henrique Teixeira de Barros, conseguiu um contrato de trabalho para a mulher trans junto à Secretaria Municipal de Viação e Obras Públicas (Sevop). Lorena, assim, foi cedida para Polícia Civil, onde permaneceu durante um ano e cinco meses na gestão do prefeito Maurino Magalhães.

Com o fim da gestão Maurino, iniciou o governo de João Salame, em 2013, que reestruturou a Secretaria Municipal de Segurança Institucional (SMSI). Foi quando Lorena Brito foi promovida a chefe de divisão comissionada da pasta, um grande salto em sua carreira, durante três anos.

Depois do fim do contrato, Lorena Brito mudou de cidade junto com a família. Ela embarcou rumo a Goiânia, em busca de uma nova vida. Foi na capital de Goiás que ela trabalhou como atendente de “call center”, “operadora de caixa”, “atendente de hospitalidade” e “Secretária de Hospitalidade”.

Durante todo esse tempo, ela cursava Enfermagem. Como fruto de seu esforço, no dia 12 de agosto de 2022, realizando um antigo sonho a partir de estudo e dedicação, conciliando a faculdade com o trabalho, durante um período de cinco anos, Lorena Brito obteve a graduação no curso de Enfermagem.

A filha de Marabá, conhecida pelo nome social “Lorena Beck”, é um ser humano bastante popular na Terra de Francisco Coelho. Daqui para frente, Lorena Brito deverá tomar alguns cuidados com os efeitos colaterais provocados pelos hormônios, procurar se sentir mulher para que não opte pela chamada “destransição”, um problema bastante comum entre as pessoas que fazem a “mudança de sexo”. (Pedro Souza/Portal Debate)

Foto: Redes Sociais

Relacionados

Postagens Relacionadas

Nenhum encontrado

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!