Marabá
24°C
Scattered clouds

MP denuncia marabaense que pagou R$ 60 por diploma para atuar como médico

MP apresentou denúncia pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso. Acusado chegou a ser preso após solicitar registro para exercício da profissão no CRM
Foto: Reprodução
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) denunciou por falsidade ideológica e uso de documento falso o marabaense Gideão Vanderle da Rocha, de 37 anos. Ele responde pelas práticas desde que foi preso em Macapá por usar diploma um falso para obter a carteira do Conselho Regional de Medicina do Amapá (CRM-AP). Quando foi detido, em 7 de julho, confessou que comprou o documento por R$ 60.

Na secretaria do CRM-AP, para a obtenção da carteirinha, o homem apresentou documentos que indicavam que ele é natural de Marabá (PA), e uma declaração de que ele atuou entre 2017 e 2020 como médico intercambista do Projeto Mais Médicos para o Brasil no município de Ourilândia do Norte, também no Pará.

A detenção aconteceu quando ele iria fazer a retirada da carteira profissional de médico. Ele já havia conseguido na Justiça uma inscrição provisória no CRM usando o diploma falsificado com o nome de uma universidade na Bolívia.

A denúncia, assinada na última quarta-feira (22) pela promotora Lindalva Gomes Jardina, pede ainda a reparação financeira pelos danos causados pela infração. O caso foi encaminhado ao Judiciário para determinação ou não se Gideão vai virar réu.

O acusado responde em liberdade desde que teve a prisão preventiva revogada em 4 de agosto.

Atuação ilegal

O homem chegou a ser preso em 2014, no interior do Pará, após usar documentos falsos para atuar nessa profissão, inclusive usando registro profissional de um outro médico de Mato Grosso do Sul.

Um inquérito policial também foi aberto contra ele no mesmo município, em Abel Figueiredo, pela acusação de ser o responsável pela morte de um bebê durante um procedimento de parto no mesmo ano. (Portal Debate Carajás, com G1 Amapá)

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!