O réu Vinícius Nogueira Gatti está sendo julgado nesta quinta-feira (16), na 3ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, acusado de matar com um tiro na cabeça o estudante de Direito Fabbllu Ohara de Lima Gonçalves, em janeiro de 2020. O caso teve ampla repercussão em Marabá e mobilizou familiares, amigos e a opinião pública desde a data do crime.
Inicialmente, o julgamento havia começado em Marabá, mas foi interrompido após a constatação de uma falha processual: uma testemunha acompanhava, por transmissão ao vivo, o depoimento de outra pessoa ouvida em plenário. Diante da nulidade, o júri foi anulado. Posteriormente, o processo foi desaforado para Belém, em razão da repercussão do caso e da intensa cobertura midiática registrada no município.
A transferência do julgamento também ocorreu após a repercussão de uma manifestação feita, à época, pelo advogado de defesa Américo Leal, durante sustentação em plenário, quando afirmou que “colocar armas para cima e atirar ao festejar gols faz parte da cultura do povo de Marabá”. A declaração gerou reação pública e ampliou o debate em torno da imparcialidade do julgamento na comarca de origem.
Desta vez, a sessão ocorre em sigilo, sem transmissão dos depoimentos das testemunhas. Conforme o sistema do Tribunal de Justiça do Pará, o acesso público ao andamento do feito exibe apenas a informação “julgamento processo sigiloso”. A previsão é de que apenas a fase dos debates entre acusação e defesa seja exibida posteriormente.
Há expectativa em torno do desfecho do julgamento, que trata de um dos casos criminais de maior repercussão em Marabá nos últimos anos. Fabbllu Ohara foi morto em janeiro de 2020, e, desde então, familiares acompanham o andamento processual em busca de uma decisão do Tribunal do Júri. (Portal Debate)


