Marabá recebe formação sobre saberes amazônicos e sustentabilidade

A ação é realizada pelo Pontão Matrizes Amazônicas, com execução do Instituto Transformance, e tem como base a metodologia “Rios de Encontro: Diálogos solidários a futuros sustentáveis”. A iniciativa pretende fortalecer as matrizes culturais amazônicas e estimular processos colaborativos de construção de projetos sustentáveis

Marabá sedia, nos dias 20 e 21 de abril, a formação “Roda de Saberes Matrizes Amazônicas”, proposta que busca transformar experiências individuais em iniciativas coletivas voltadas ao Bem Viver e à sustentabilidade. A programação reúne agentes culturais, mestres da cultura popular e participantes da região em atividades que integram ancestralidade, educação e práticas comunitárias.

A ação é realizada pelo Pontão Matrizes Amazônicas, com execução do Instituto Transformance, e tem como base a metodologia “Rios de Encontro: Diálogos solidários a futuros sustentáveis”. A iniciativa pretende fortalecer as matrizes culturais amazônicas e estimular processos colaborativos de construção de projetos sustentáveis.

A abertura ocorre nesta segunda-feira (20), com a live “Tecnologias Dialógicas Participativas e Ancestralidade”, das 19h às 21h, em formato online. O encontro propõe discutir a ancestralidade amazônica como elemento central na construção de uma cidadania mais conectada, além de abordar pertencimento e identidade cultural na formação da cultura brasileira.

Participam da atividade nomes como Dan Baron, Deíze Botelho Wertemberg Nunes, Mestre Zé do Boi, integrantes do Boi Flor do Campo e representantes da rede Cultura Viva e do Pontão Matrizes Amazônicas. O conteúdo será disponibilizado posteriormente no YouTube e no site mamazonia.com, com acesso gratuito.

Na terça-feira (21), a programação segue de forma presencial no espaço cultural Boi Flor do Campo, com a oficina “Viveiro Bem Viver: cultivando e cuidando de futuros sustentáveis”. As atividades acontecem das 9h às 12h e das 15h às 18h, incluindo momentos de acolhimento, dança, rodas de conversa e construção coletiva.

A oficina utiliza a tecnologia ecossocial “Rios de Encontro”, que propõe ambientes participativos e dialógicos, integrando diferentes saberes e promovendo práticas voltadas ao cuidado, à cidadania e à valorização de trajetórias de resistência.

Entre os facilitadores estão Dan Baron, ecoeducador com atuação na Amazônia desde 1999; Wertemberg Nunes, teatrólogo e coordenador de formação do Pontão; e Deíze Botelho, gestora cultural e coordenadora do programa. Também participam Mestre Zé do Boi e membros do Boi Flor do Campo.

A iniciativa tem como foco ampliar espaços de escuta intercultural, fortalecer vínculos comunitários e incentivar a criação coletiva a partir das matrizes culturais amazônicas. Todo o processo será registrado e disponibilizado na plataforma mamazonia.com.

A programação do dia 21 inclui recepção às 9h, atividades integrativas, rodas de reflexão, intervalo para almoço e retomada no período da tarde com dinâmicas voltadas à diversidade cultural. O encerramento está previsto para as 18h, com entrega de certificados.

A organização orienta que os participantes cheguem com antecedência, utilizem roupas confortáveis, levem um objeto simbólico de esperança e assistam previamente a um vídeo indicado como preparação para a atividade. (Portal Debate)

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