Nos últimos meses, os correntistas do Banco do Estado do Pará (Banpará) vem sofrendo prejuízos com furtos em suas contas bancárias e invasões do aplicativo do próprio Banpará, realizados por hackes, nas agências de Marabá, no sudeste do Pará, causando uma enorme “dor de cabeça” para os clientes.
Na última terça-feira (18), por volta de 14h30, os funcionários da agência da Folha 27, Núcleo Nova Marabá, perceberam uma movimentação suspeita e acionaram a Polícia Civil. No local, os investigadores prenderam a ladra Valéria Patrícia Souza da Silva, identificada como autora de diversos saques. Na hora do “baculejo”, a suspeita “dedurou” o indivíduo, identificado como Gabriel Barbosa de Aquino, como comparsa e mentor do golpe.
Ao perceber que a “casa tinha caído”, Gabriel Aquino correu, tentou escapar do cerco policial, mas foi agarrado próximo ao Shopping Verdes Mares. Durante uma “conversa de pé de ouvido”, no interior da viatura policial, Valéria Silva alcaguetou a terceira estelionatária, identificada como Wérica Ribeiro Gonzaga, que foi presa já do lado de fora da agência bancária com uma bolsa.
Na posse de Wérica Gonzaga, dentro da bolsa, os policiais apreenderam a quantia de R$ 19.872,00. De acordo com os suspeitos, o montante foi sacado de contas de clientes do Banpará. O trio recebeu voz de prisão e foi conduzido para a 21ª Seccional Urbana, onde os meliantes ficaram custodiados à disposição da Justiça. Nesta quinta-feira (20), os três larápios passaram por uma audiência de custódia, porém a prisão deles foi mantida pela Justiça de Marabá.
Invasão do Aplicativo Banpará
Na manhã desta quinta-feira (20), o professor Pedro Ribeiro de Souza registrou um boletim de ocorrência, relatando que no início do mês de agosto de 2022, o Aplicativo Banpará enviou uma mensagem para que ele realizasse a atualização do “Token”. Sem desconfiar de que era um golpe, pois a mensagem chegava pelo aplicativo do próprio Banpará, o servidor iniciou a operação solicitada, mas ela nunca se completava.
No dia 6 de outubro de 2022, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) pagou a 1ª parcela do décimo terceiro, mas ao verificar a conta, Pedro Souza estranhou o fato do dinheiro ter sido retido pelo Banpará para pagamento de um empréstimo, operação financeira que ele não tinha feito. Ao procurar a agência bancária, foi descoberto a realização de um empréstimo sazonal no valor de R$ 6.634,02, em sua conta corrente, realizado pelo Aplicativo Banpará, no dia 9 de agosto de 2022, pelo ladrão.
No mesmo dia, o bandido efetuou um Pix no valor de R$ 6.500,00 para uma conta em nome de Guilherme da Silva Ribeiro. De acordo com a Polícia Civil, existe a possibilidade do hacker estar instalado dentro do Aplicativo Banpará, pois ele conseguiu habilitar mais um telefone para se ter acesso a conta bancária de Pedro Souza. De posse do BO, o banco solicitou para a central o bloqueio do desconto da próxima parcela, a realização de um processo investigativo e a devolução de R$ 3.530, 57 descontados do décimo terceiro da vítima.
O Portal Debate conversou com o delegado Vinícius Cardoso, superintendente de Polícia Civil do Sudeste do Pará, sobre os diversos golpes que vem ocorrendo no Banpará em Marabá. O policial civil orientou que os usuários não realizem nenhuma operação de atualização de aplicativo bancário pelo celular, mas sim na agência bancária porque este tipo de golpe aumentou bastante nos últimos meses em todos os bancos de Marabá. Instada pela Reportagem, a gerente local do Banpará disse que não poderia gravar entrevista. (Portal Debate)


