Marabá perde posto de 4º município mais populoso do Pará

Após atualização do Censo 2022, seis cidades no estado diminuíram o número de habitantes, incluindo Marabá
Parauapebas quase supera Marabá em números populacionais. Capital de Carajás segue como o 4º município mais populoso do Pará, atrás de Belém, Ananindeua e Santarém | Foto: Reprodução

DA REDAÇÃO EM MARABÁ (PA) — O município de Parauapebas, com apenas 35 anos de emancipação política, superou Marabá e se tornou o quarto município mais populoso do Pará. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que atualizou nesta sexta-feira (27) a população de 27 cidades do Pará em relação à divulgação inicial do Censo 2022, indicam que a população de Parauapebas aumentou de 266.424 para 267.836, enquanto Marabá teve uma leve diminuição, passando de 266.536 para 266.533 habitantes.

Essa mudança reflete o crescimento rápido e a influência da mineração em Parauapebas, impulsionando o aumento da população. A mineração tem desempenhado um papel essencial na economia local, atraindo moradores e impactando a classificação demográfica das cidades da região.

Outro município exemplo do fenômeno da extração de minérios na região sudeste do Pará é Canaã dos Carajás, cuja população saiu de 26.716 para 77.079 habitantes, um crescimento de 188,51% em relação ao Censo 2010. Esta cidade não sofreu atualização do IBGE, ou seja, os dados divulgados em junho são os que continuam valendo a respeito da contagem de habitantes.

Veja a lista de cidades em que a população mudou:

  1. Bagre: população era 34.711 e passou a ser de 31.892
  2. Castanhal: população era 192.262 e passou a ser de 19.2256
  3. Marabá: população era 266.536 e passou a ser de 266.533
  4. Santa Bárbara do Pará: população era 21.089 e passou a ser de 21.087
  5. Gurupá: população era 31.788 e passou a ser de 31.786
  6. São Miguel do Guamá: população era 52.895 e passou a ser de 52.894
  7. Itupiranga: população era 49.752 e passou a ser de 49.754
  8. Itaituba: população era 123.312 e passou a ser de 123.314
  9. Melgaço: população era 27.876 e passou a ser de 27.881
  10. Vitória do Xingu: população era 15.599 e passou a ser de 15.607
  11. Paragominas: população era 105.538 e passou a ser de 105.550
  12. Belém: população era 1.303.389 e passou a ser de 1.303.403
  13. Medicilândia: população era 27.077 e passou a ser de 27094
  14. Portel: população era 62.445 e passou a ser de 62.503
  15. Goianésia do Pará: população era 26.280 e passou a ser de 26.362
  16. Marapanim: população era 26.471 e passou a ser de 26.573
  17. Aurora do Pará: população era 23.632 e passou a ser de 23.774
  18. Maracanã: população era 25.812 e passou a ser de 25.971
  19. Primavera: população era 10.677 e passou a ser de 10.851
  20. Capitão Poço: população era 56.332 e passou a ser de 56.506
  21. São João do Araguaia: população era 13.465 e passou a ser de 13.664
  22. Tomé-Açu: população era 67.305 e passou a ser de 67.585
  23. Curuçá: população era 40.342 e passou a ser de 41.262
  24. Moju: população era 83.039 e passou a ser de 84.094
  25. Marituba: população era 110.515 e passou a ser de 11.1785
  26. Parauapebas: população era 266.424 e passou a ser de 26.7836
  27. Acará: população era 57.385 e passou a ser de 59.023

O Censo é uma pesquisa realizada a cada 10 anos pelo IBGE; a anterior foi feita em 2010.

O levantamento realiza uma ampla coleta de dados sobre a população brasileira e permite traçar um perfil socioeconômico do país.

A atual edição do Censo deveria ter acontecido em 2020, mas foi adiada por conta da pandemia de Covid-19. Em 2021, houve um novo adiamento em razão da falta de recursos do governo.

Além de saber exatamente qual o tamanho da população, o Censo visa a obter dados sobre as características dos moradores —idade, sexo, cor ou raça, religião, escolaridade, renda, saneamento básico dos domicílios, entre outras informações. (Portal Debate)

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