Marabá: Ex-presidiário que levou tiros era condenado por duplo homicídio em Araguatins

Vítima de atentado a tiros em Marabá foi identificada como Elvis Gomes Ferreira, condenado a 49 anos de prisão pelo assassinato de um casal de cabeleireiros em Araguatins (TO), crime ocorrido em 2006.

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – A vítima do atentado a tiros registrado na noite desta quarta-feira (20), no Núcleo Cidade Nova, em Marabá, foi identificada como Elvis Gomes Ferreira, de 40 anos, condenado pela Justiça do Tocantins a 49 anos de prisão por um duplo homicídio ocorrido em 2006, na cidade de Araguatins.

Segundo informações policiais, o crime aconteceu por volta das 21h, na Rua Kalil Mutran, esquina com a Rua do Aeroporto, no Bairro Laranjeiras. Elvis estava dentro de um veículo quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta, que se aproximaram e efetuaram os disparos.

A vítima foi atingida na região da face. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas e realizaram os primeiros socorros ainda no local. Em seguida, Elvis foi encaminhado ao Hospital Municipal de Marabá (HMM). O estado de saúde dele não havia sido atualizado até a última apuração desta reportagem.

Conforme a ocorrência policial, câmeras de segurança instaladas nas proximidades não estavam funcionando no momento do atentado, o que pode dificultar a identificação dos autores. Após os disparos, os suspeitos fugiram e seguem sendo procurados pelas equipes do 34º Batalhão da Polícia Militar.

Ainda de acordo com a PM, o veículo utilizado por Elvis também estaria sendo investigado por suposta participação em outros crimes registrados em Marabá. A Polícia Civil do Pará deverá instaurar inquérito para investigar a tentativa de homicídio e apurar a motivação do atentado.

Condenação por duplo homicídio

Elvis Gomes Ferreira foi condenado em novembro de 2016 pelo assassinato do casal de cabeleireiros Nailton Santos Silva, conhecido como “Ney”, e Adriana Fernandes da Rocha, que estava grávida na época do crime.

O julgamento ocorreu no Fórum de Araguatins e terminou por volta das 5h30 do dia 30 de novembro daquele ano, após mais de 20 horas de sessão. Elvis recebeu pena de 49 anos de prisão pelas mortes do casal e também pela responsabilidade no aborto da criança que Adriana esperava. Outro acusado no processo, Renato da Silva Gonçalves, foi condenado a 33 anos de prisão por participação no crime.

Segundo a acusação apresentada no júri popular, Elvis invadiu a residência das vítimas, na noite de 24 de outubro de 2006, e efetuou disparos de arma de fogo contra o casal. Nailton foi atingido por dois tiros, enquanto Adriana foi baleada quatro vezes. Renato teria ajudado na elaboração e no suporte da ação criminosa.

Durante o julgamento, Elvis manteve a versão apresentada ao longo do processo e afirmou que um primo de Nailton seria o verdadeiro autor das mortes. Já Renato alegou que havia confessado participação no crime sob coação policial. No entanto, conforme divulgado na época, as versões não convenceram os jurados.

O Ministério Público apresentou provas técnicas e testemunhais produzidas pela Polícia Civil, consideradas decisivas para a condenação da dupla. Após a sentença, os dois foram conduzidos algemados para a cadeia de Araguatins e posteriormente encaminhados ao Presídio Barra da Grota, em Araguaína, onde cumpririam as penas. (Portal Debate)

whatsapp-image-2016-11-29-at-23-39-27Elvis e Renato durante o desenrolar do julgamento

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