No último fim de semana, um turista escocês desapareceu após mergulho na ilha francesa Reunião, perto de Madagascar, na costa da África. O homem de 44 anos estava passando férias em Saint-Gilles, acompanhado de sua esposa.

Segundo a BBC, o turista foi identificado após um tubarão-tigre ser capturado para pesquisa e uma mão com aliança ter sido encontrada nele. Um morador local, Erick Quelquejeu, em entrevista à BBC Escócia, afirmou que o homem foi nadar e por “alguns minutos” deixou a esposa.

Quelquejeu informou que a esposa ficou muito assustada com o incidente. No local, havia a presença de helicópteros, aviões, nadadores e barcos, com o intuito de encontrar o escocês no mar. Ele conta que não se sabe como a morte aconteceu.

Ataques anteriores

Devido a ataques anteriores, o morador local informou que a praia e o aeroporto da cidade possuem diversas sinalizações indicando a presença de tubarões.

“É algo que não escondemos de ninguém. Em todos os lugares da ilha onde não se pode nadar, onde não há um recife natural, há placas em frente à praia para avisar. Mesmo assim, há alguns barcos que percorrem a área oeste da ilha, onde estão todas as praias, para protegê-las, para observar se alguém comete esse erro (de nadar)”, disse Quelquejeu.

O tubarão

Entre segunda (4) e terça-feira (5), o Center de Securite Requin (CSR) capturou alguns tubarões no Oceano Índico. O animal foi capturado há pouco mais de sete quilômetros de onde o turista havia sido visto pela última vez.

“Estamos dando apoio à família de um cidadão britânico que morreu enquanto praticava snorkel na ilha Reunião e estamos em contato com as autoridades locais”, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores britânico.

Foi proibida pelas autoridades locais a prática de esportes aquáticos e natação nas praias após ataques em 2013. Este ano, já aconteceram dois ataques de tubarões na região. Emmanuel Macron, presidente da França, disse que gostaria de ter certeza de que as atividades aquáticas são seguras e que em 2022 ele gostaria de retomar as práticas.

Metrópoles