DA REDAÇÃO — Famílias que ocupam terrenos baldios no Bairro Nossa Senhora Aparecida (Coca-Cola), em Marabá, sudeste do Pará, realizaram um protesto na BR-222, à altura do semáforo da entrada do bairro, na tarde desta terça-feira (27). Os manifestantes, que ocupam a área há cerca de um mês, levaram faixas e cartazes, além de atear fogo em pneus, bloqueando o tráfego na rodovia federal entre o Km 6 e a Ponte Rodoferroviária sobre o Rio Tocantins.
A mobilização ocorreu após a Justiça determinar a desocupação voluntária de terrenos ocupados por mais de 150 famílias na faixa de domínio da Estrada de Ferro Carajás (EFC). Em cumprimento à decisão, os ocupantes deixaram as áreas em disputa judicial, mas se concentraram em outra faixa de terra próxima, também pertencente ao proprietário Cornélio Pereira Bitarães. O advogado do proprietário não teria incluído essa área no pedido de tutela provisória de urgência, abrindo brecha para a nova ocupação.

De acordo com informações obtidas pelo Portal Debate, há relatos de que a segurança privada contratada pelo proprietário estaria adotando medidas consideradas abusivas, como destruição de barracos, construção de cercas e intimidação das famílias ocupantes. O advogado das famílias, que não estaria em Marabá, teria se posicionado contra o protesto. Até o momento, o advogado do proprietário não se manifestou sobre a situação.
Durante o bloqueio, apenas ambulâncias foram liberadas para passar. A Polícia Militar esteve no ponto do protesto e conversou com os participantes da manifestação. Registros enviados pelos próprios manifestantes à Redação do Portal Debate mostram uma longa fila de carros e caminhões nos dois sentidos da rodovia.

Em razão da chuva, os manifestantes fizeram uma pausa no protesto na tarde desta terça-feira (27), mas prometeram retornar para a rodovia a partir das 18h, no horário de pico no trânsito. Caso isso aconteça, os motoristas que trafegam pelo trecho devem preparar um plano alternativo caso não queiram ficar presos no trânsito, acessando a VP-3 pela Praça da Criança/Hospital Municipal e seguindo na VE-2 até a Folha 5 (antiga Pororoca), próximo à cabeceira da Ponte Rodoferroviária. (Portal Debate)


