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Grupo queima pneus na ponte do Tocantins e bloqueia trânsito

Radicais queimaram pneus e galhos na BR-222. Longo congestionamento se formou no local | Foto: Reprodução/Redes Sociais
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Aconteceu no fim da tarde desta segunda-feira (12) um protesto com a presença de donos de bares e artistas locais na cabeceira da Ponte Rodoferroviária sobre o Rio Tocantins, em Marabá, no sudeste do Pará. Os envolvidos exigem uma reunião com o prefeito da cidade, Tião Miranda (PSD), para discutir flexibilização em face da pandemia da covid-19.

Um longo congestionamento se formou e era observado no fechamento desta matéria na extensão da BR-222. O bloqueio acontece na frente do antigo Posto Fiscal da Sefa com o objetivo de pressionar as autoridades públicas para uma reabertura que, neste momento, é considerada temerária.

Além disso, os manifestantes reclamam da cobrança de Alvará de Funcionamento por parte da prefeitura, mesmo com os estabelecimentos noturnos fechados. Liderados por Jadwilson Sousa dos Santos, o Jader Santos, eles exibem cartazes manuscritos e gritam palavras de ordem. Pneus, galhos secos e folhas estão sendo queimados.

Participantes do protesto exibem cartazes e gritam palavras de ordem

O horário escolhido para o protesto foi estratégico, visto que diversos trabalhadores se deslocam diariamente entre as 17h e as 20h no único acesso ao Núcleo São Félix, e deste ao Núcleo Nova Marabá. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Corpo de Bombeiros Militar compareceram ao local. Apenas ambulâncias atravessaram o bloqueio.

No início da noite, a Prefeitura de Marabá remeteu nota ao Portal Debate Carajás por meio da qual defende as restrições em nome da preservação de vidas e condena a aglomeração registrada no acesso à ponte. Leia a seguir:

“A Prefeitura de Marabá não tem medido esforços para atender a forte demanda provocada pela Pandemia. Medidas restritivas são necessárias e ainda assim, em muitos casos, são desrespeitadas por um parcela da população. Não é momento para ações de vandalismo como esta. Toda a gestão está envolvida no processo de amparo a músicos, ambulantes com auxílios de cestas básicas e dentro do possível, acelerando o processo de vacinação para que possamos sair o mais rápido possível desta pandemia, abrindo mais leitos para atender a uma demanda cada vez mais crescente de casos confirmados e, infelizmente, graves.

O diálogo sempre aconteceu, prova disso, são as diversas reuniões que donos de bares, restaurantes e afins participaram e dialogaram com a equipe técnica da gestão Covid. Mas se faz mais que necessário, neste momento, que em nome das mais de 300 vítimas e hospitais lotados em nossa cidade, um esforço ainda maior. A COVID ainda é subestimada por muitos e isto é inadmissível. O diálogo neste momento tem que ser a favor da ciência e da vida.” (Vinícius Soares/Debate Carajás)

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