Manifestantes interditam estrada do Rio Preto, em Marabá

Reunião de mobilização para realização do manifesto pela população da região do Rio Preto

Moradores interditaram na manhã de hoje (19), à altura da Vila Santa Fé, o trânsito da estrada do Rio Preto, reivindicando o asfaltamento de uma extensão de 226 km, saindo de Marabá até a divisa do município de São Félix do Xingu, segundo informações vindas de uma fonte ligada à empresa MB SA, conhecida popularmente como Mineradora Buritirama, mas existem indícios de que o bloqueio poderá ocorrer em outros pontos da estrada.

De acordo com mensagens divulgadas nas redes sociais, o bloqueio está ocorrendo próximo à Chácara do Charles. Ainda segundo a fonte, a Buritirama não discorda da reivindicação dos manifestantes, mas alega que a estrada do Rio Preto é uma estrada vicinal, portanto de responsabilidade da prefeitura de Marabá, porém nunca se negou a fazer parte de uma parceria para realização da pavimentação do trecho em questão.

A empresa estaria reclamando ainda que mineradores clandestinos, madeireiros, boiadeiros e transportadores de carga utilizam a estrada diariamente, entretanto não são cobrados pela manutenção. A “Buritirama” observa que, em fevereiro de 2019, reuniu-se com o governo do estado do Pará para viabilizar a execução da pavimentação, mas a proposta do projeto executivo nunca chegou à mineradora.

A “Buritirama” protesta que apesar de não ser a única usuária da via, a população debita à mineradora todos os problemas existes na estrada do Rio Preto. A fonte afirma que a empresa sofreu, recentemente, uma severa fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente do Pará e de 15 órgãos ligados à prefeitura de Marabá, no entanto nada de irregular foi encontrado durante as fiscalizações. A fonte assegura ainda que a “Buritirama” destina recursos para melhorar a infraestrutura de escolas, preservação do meio ambiente e combate à exploração sexual na Região do Rio Preto.

Já os moradores da região do Rio Preto atribuem à Mineradora Buritirama, problemas como a poeira excessiva no verão, buracos, atoleiros e muita lama no período de inverno. “A Buritirama ganha rios de dinheiro, retirando todo o minério da região do Rio Preto e não quer gastar um centavo para asfaltar a estrada que ela mesma danifica com seus pesados caminhões”, reclama um antigo morador da Vila Três Poderes. Os habitantes argumentam que só realizar o serviço de terraplanagem e molhar com o carro pipa, não se resolve os problemas existentes, há décadas, na estrada do Rio Preto.

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