O fazendeiro Regivaldo Galvão, condenado como mandante do assassinato da missionária norte-americana, Dorothy Stang, foi transferido para o presídio de Altamira, sudoeste do Pará. Ele foi preso na sua casa, área urbana da cidade, na última terça-feira (16), em cumprimento da ordem de prisão da Justiça do Pará.

Ele ficou na sede da Superintendência Regional da Polícia Civil, antes de ser transferido para o Sistema Penitenciário.

A família diz que vai tentar um recurso para que o preso seja liberado para um tratamento de saúde. Regivaldo, também conhecido como Taradão, precisaria passar por cirurgia no braço esquerdo, fraturado em um acidente de carro há quatro anos.

Regivaldo Galvão foi condenado a 30 anos de reclusão em 30 de abril de 2010 como mandante do assassinato. A condenação foi mantida em segunda instância, e a pena chegou a ser reduzida para 25 anos pelo Superior Tribunal de Justiça, que autorizou a prisão em 2017.

O acusado recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ganhou uma liminar para ficar em liberdade, em maio de 2018. Uma decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a prisão do fazendeiro, derrubando a liminar no último mês de fevereiro.

O crime

A missionária americana da ordem de Notre Dame Dorothy Mae Stang foi morta aos 73 anos em Anapu, sudoeste do Pará, em 12 de fevereiro de 2005. Ela trabalhava junto a comunidades no município em projetos de desenvolvimento sustentável, o chamado PDS Esperança. O crime ganhou repercussão internacional, chamando a atenção de entidades ligadas aos direitos humanos e a reforma agrária.

Segundo o Ministério Público, a morte da missionária foi encomendada pelos fazendeiros Vitalmiro Bastos e Regivaldo Galvão. Amair Feijoli da Cunha, que teria recebido dinheiro de Viltamiro para executar a missionária, foi condenado a 18 anos de prisão como intermediário do crime.

Rayfran das Neves Sales, condenado a 27 anos de prisão por ser assassino confesso de Dorothy Stang, deixou o regime fechado para cumprir o restante da pena em prisão domiciliar em julho de 2013. Clodoaldo Carlos Batista, acusado de ser comparsa de Rayfran, foi condenado a 17 anos de prisão e deixou a Casa do Albergado, localizada em Belém, em fevereiro de 2011. Ele permanece foragido.