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Major da PM não resiste e morre após ser baleado no Pará

Renivaldo da Silva Gonçalves, de 62 anos, foi alvejado no bairro da Pratinha, em Belém

Internado no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua, na Grande Belém, após sofrer um tiro na região do tórax, o major da reserva da PM, Renivaldo da Silva Gonçalves, de 62 anos, morreu na noite desta quinta-feira (19). A morte foi confirmada pela Polícia Científica, que providenciou a remoção do corpo para os exames de necropsia no Instituto Médico Legal.

Renivaldo foi baleado, por volta das 20h, da última segunda-feira (16), na esquina da rua John Engelhard com a São Vicente, no bairro da Pratinha, em Belém. A Polícia Militar mobilizou grande número de agentes e viaturas para o local do crime, na noite do atentado, mas até o momento não informação sobre os suspeitos do baleamento.

Comandante de Policiamento da Capital II (CPC II), o coronel Juniso Honorato informou que uma viatura da PM descobriu que um caminhão baú estaria conduzindo um militar para o Hospital Metropolitano, em seguida, a corporação soube se tratar do major da reserva.

O atentado

De acordo com o coronel Juniso Honorato, o major foi baleado no ponto em que alugava motocicletas para mototaxistas.

“Ele foi baleado no local em que, toda segunda-feira, fazia a cobrança das motocicletas que alugava para mototaxistas. Toda segunda-feira ele vinha aqui neste lugar buscar o pagamento dele. (Na segunda-feira) estavam aguardando ele”, afirmou o coronel, referindo-se aos homens que chegaram de moto e atiraram no major.

O coronel informou que foi pego de surpresa sobre a atividade econômica do militar da reserva. “Nós soubemos isso hoje”, destacou o coronel Juniso.

Motos clandestinas

Logo que o militar foi baleado, o coronel Juniso iniciou uma operação na área da Pratinha para colher possíveis informações que ajudassem nas investigações do crime. Agentes das Polícias Civil e Militar estiveram no local do crime, também periciado pela Polícia Científica, que buscava vestígios de armas, por exemplo. Sete motocicletas foram recolhidas pela PM, algumas delas eram do major.

“Estamos retirando das ruas as motos irregulares. Nós vamos continuar com essa operação até que a gente tenha um norte de quem cometeu esse atentado. “Eu ligo esse atentado aos ataques dirigidos aos agentes da segurança pública, eu penso que não se trata de dívida com o negócio das motos. Os próprios clientes dele são pessoas que, provavelmente, têm envolvimento com o crime, são mototaxistas clandestinos. Devem ter repassado essa informação para os criminosos e ele se colocou nessa situação de vulnerabilidade, aqui”, afirmou o coronel Juniso. (Portal Debate, com O Liberal)

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