Cerca de 1.600 caranguejos foram apreendidos no município de Curuçá, nordeste do Pará. Os 334 kg do crustáceo estavam armazenados em acampamentos na Ilha da Romana e do Melo e foram devolvidos ao habitat natural. O Pará permanece em período de defeso do caranguejo, quando fica proibida a pesca ou captura dos animais para comercialização.
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Mais de 300 kg de caranguejo foram apreendidos e soltos para retornarem ao hábitat natural — Foto: ICMBio
A ação de fiscalização ocorreu nos dias 23 e 25 de março na Unidade de Conservação Mãe Grande, por agentes ambientais federais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e teve apoio da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Demapa).
No ato da apreensão, ainda foi feita a lavratura de auto de infração no valor de R$ 8.640,00.
O defeso é o período reprodutivo, em que os caranguejos machos e fêmeas saem das tocas e andam pelo manguezal para o acasalamento.
O período foi criado para proteger os caranguejos na época em que estão mais vulneráveis, se tornando presas fáceis.
A medida proibitiva garante a sobrevivência da espécie e geração de renda para os extrativistas e pescadores, que têm no caranguejo-uçá uma forma de sustentar suas famílias.
Este é o terceiro período do defeso, que termina nesta segunda-feira (27). As datas escolhidas coincidem com a lua nova, que influencia diretamente na “andada”.
As datas do período foram estabelecidas na Portaria 325/2020, da Secretaria de Aquicultura e Pesca, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para cumprimento nos estados do Pará, Amapá, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. (Portal Debate, com g1 Pará)


