Mais de 900 carros elétricos foram vendidos no Pará em 2023

O Amazonas, segundo estado melhor ranqueado nas vendas na região, comercializou 841 unidades, ficando na 20ª colocação nacionalmente

O Pará lidera o ranking na Região Norte de venda de veículos leves eletrificados, com 961 unidades no período de janeiro a dezembro de 2023, ficando na 16ª posição no ranking nacional. O Amazonas, segundo estado melhor ranqueado nas vendas na região, comercializou 841 unidades, ficando na 20ª colocação nacionalmente. Até o final do mês de abril deste ano, Belém já havia emplacado cerca de 300 carros e a tendência é crescer ainda mais. Os dados são da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Carlos Roberto da Silveira, diretor de Marca GWM Revemar para a Região Norte, diz que o mercado para carros eletrificados teve uma curva ascendente de um ano para cá. Ele lembra que a marca vendeu seu primeiro carro elétrico no Brasil em abril de 2023. “De lá para cá a curva é exponencial e o mercado só cresce, amadurece e amplia sua estrutura no mercado brasileiro, superando todas as expectativas”, conta.

No mercado paraense ainda predominam os modelos híbridos (80% das vendas) mas Carlos diz que à medida que se amplia a estrutura dos pontos de carregamento nas cidades e estradas, a tendência é que o segmento 100% elétrico cresça mais. Ele diz que um carro elétrico é carregado poucas vezes durante o mês e isso pode ser feito em casa à noite, numa tomada simples de 220 volts com 20 amperes e um aterramento de 2 metros.

“Como o perfil dos clientes é na sua esmagadora maioria urbano, com os carros rodando quase que exclusivamente nas cidades, a quilometragem é baixa e o carregamento é de, no máximo duas vezes por mês, dependendo do perfil de utilização. Essa programação de carregamento pode ser programada sem qualquer problema nos postos que já existem na cidade”, garante.

Num carro da GWM, segundo o diretor, por exemplo, a carga completa num carro 100% elétrico custa algo em torno de R$ 50,00 para rodar entre 300 a 400 quilômetros. No caso dos híbridos existem os modelos “plug in” com o carregamento externo e também feito pelo próprio motor à combustão do carro; e os que dependem apenas de carregamento externo. “Hoje nossos clientes paraenses estão trocando seu carro à combustão, que não é o de maior utilização no dia a dia, por modelos híbridos. Já o segundo carro da família, de utilização mais urbana, é trocado por um 100% elétrico”.

O perfil médio de um cliente numa cidade como Belém é de rodar, em média, 50 quilômetros por dia. “Numa conta simples, se esse for o consumo e o carro exige carga a cada 300/350 quilômetros, o carregamento é feito apenas uma vez por semana. E isso pode ser feito à noite em casa, enquanto você dorme!”, assegura o dirigente.

Na GWM 20% das vendas são do modelo ORA 03, que é 100% elétrico, nas versões Skin e GT. Mas os carros de entrada da marca são mesmo as SUVs híbridas Haval nas versões HEV, PHEV e GT. “A fábrica da GWM fatura direto para o cliente e o sistema de financiamento é como qualquer outro. Também recebemos o carro usado como parte do pagamento, podendo ser elétrico ou à combustão”, destaca.

Carlos Silveira também esclarece outro temor comum de quem deseja trocar seu carro convencional por um elétrico: a revenda ou troca. “Diferente de uma bateria de celular, as baterias de carros eletrificados não viciam: se você estiver com 50% e quiser completar os 50%, pode completar. Isso não vai afetar a betaria de nenhuma forma. A tecnologia é totalmente diferente”, assegura.

Relacionados

Postagens Relacionadas

Nenhum encontrado

Cadastre-se e receba notificações de novas postagens!