Rodrigo Maia participou de reunião com o presidente Jair Bolsonaro na semana passada

O presidente da CâmaraRodrigo Maia (DEM-RJ), falou sobre sua relação com o governo de Jair Bolsonaro e afirmou que é necessário que o diálogo entre os poderes seja mantido para evitar que o Brasil se encaminhe para um “colapso social”. Segundo ele, as conversas entre Legislativo, Executivo e Judiciário precisam ir além da questão da reforma da Previdência.

— Para onde a gente está indo não é bom. A gente precisa que cada um, com sua atribuição, colabore, principalmente Executivo e Legislativo, para construir pautas além da Previdência, para que a gente possa cuidar desses brasileiros que estão cada vez mais em uma situação que eu tenho chamado de colapso social. Estamos caminhando de forma muito rápida para esse colapso social — destacou, em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta segunda-feira (3).

Maia ainda comentou sobre a reunião que uniu representantes do Planalto, do STF e do Congresso, no Palácio da Alvorada, na última terça-feira (28). De acordo com o deputado, houve uma proposta de pacto, em resposta aos protestos ocorridos nas últimas semanas, por parte do ministro Dias Toffoli, mas ainda há pontos a serem discutidos antes da assinatura do documento.

— O ministro (Dias) Toffoli fez uma proposta de um pacto, não me lembro dos termos exatos, mas era mais de princípios. O governo veio com uma contraproposta mais política, mais ideológica. Nós vamos estudar porque eu não posso assinar algo que eu não tenha apoio majoritário. Mas acho que a assinatura de um pacto de princípios entre os três poderes pode ser uma coisa interessante — afirmou.

O deputado comentou ainda sobre as críticas recebidas pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, nos recentes protestos ocorridos no país.

— Acho que a sociedade foi para as ruas para tratar de educação por culpa do ministro (Weintraub), porque ele assume o ministério falando “vou cortar 30% da universidade A, B ou C”. No dia dos protestos, fez uma apresentação Disney com o negócio do guarda-chuva, batendo na bancada do Rio, como se não fosse precisar nenhum deputado do Rio para votar. Então, ele não é ator. É ministro da Educação. Respeito ele, mas acho que ele está errando. E está errando contra o governo — finalizou Maia.