MARABÁ (PA) – Nas últimas semanas, a senhora Fernanda Pereira Toniato, moradora do Residencial Tocantins, Núcleo São Félix, em Marabá, no sudeste do Pará, vem enfrentando uma maratona para conseguir uma consulta médica para o filho, um menino de 6 anos, pois o cadastro. saúde.gov.br não permite a solicitação de um procedimento médico para um paciente que já possui registro de óbito.
De acordo com informações repassadas ao Portal Debate, Fernanda Toniato procurou a Unidade Básica de Saúde (UBS) Amadeu Vivácqua, localizada no Bairro São Félix, e foi informada de que havia uma certidão de óbito, expedida no dia 1º de junho de 2023, em nome da criança, constatação que deixou a mãe do garoto perplexa e sem saber o que fazer para resolver o problema, pois seu filho está vivo. O caso não se enquadra como homônimo porque a criança possui o Cadastro de Pessoa Física (CPF) ativo.
Não satisfeita, Fernanda procurou a Unidade Básica de Saúde (UBS) “Maria Bico Doce”, no Bairro São Félix Pioneiro, e teve a mesma confirmação sobre a existência da certidão de óbito de seu filho. Segundo o sistema cadastro. saúde.gov.br, a criança nasceu no dia 30 de agosto de 2017, na cidade de Não-Me-Toque, no norte do Rio Grande do Sul. O menor foi vítima de um golpe, pois no Sistema Único de Saúde (SUS) , o nome de seu pai aparece como “Macaco Banana”.
O Ministério da Saúde (MS) inativou o cadastro do menino no SUS, no dia 2 de junho de 2023, por motivo de óbito. A reportagem orientou a mãe do garoto a registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil e denunciar o caso ao Ministério Público Federal (MPF) para se dar início ao processo de correção da fraude junto ao Ministério da Saúde. Ela foi orientada a procurar a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para explicar a situação e solicitar o atendimento médico emergencial para o garoto. (Portal Debate)


