Lançada há quase três anos, nota de R$ 200 ainda é pouco vista em circulação

Até o dia 7 de fevereiro, cerca de 124 milhões de notas de R$ 200 estavam em circulação
Brasília, 02/09/2020. O Banco Central (BC) lançou nesta quarta-feira (02/09) a nova nota de R$ 200,00 com a imagem do lobo-guará. Foto: Raphael Ribeiro/BCB

Lançada em setembro de 2020 pelo Banco Central, a nota de R$ 200 teve pouco mais de 603 mil unidades colocadas em circulação na economia brasileira naquela data, conforme dados divulgados pelo próprio banco.

À época em que a cédula foi lançada, a novidade causou uma grande repercussão, principalmente pela escolha do animal que iria estampar a cédula, que por sinal, é o lobo-guará. Mas, ainda nos tempos de hoje, é bastante comum ouvir nas ruas e nas redes sociais que poucas pessoas tiveram contato com a nota.

De acordo com o Banco Central, o ritmo de utilização da cédula de R$ 200 tem evoluído em linha conforme o esperado e deverá permanecer em emissão ao longo dos anos. “Qualquer nova denominação de cédula entra em circulação de forma gradual e de acordo com a necessidade”, informou o BC.

Ao consultar a base de dados do BC, consta a informação de que a quantidade de cédulas de R$ 200 cresceu mais de 30% em 2022. Mesmo diante dos dados, as cédulas de R$ 200 são apenas 1,6% do total de cédulas que estão em circulação.

Até o dia 7 de fevereiro, cerca de 124 milhões de notas de R$ 200 estavam em circulação.

Criação

De acordo com o Banco Central, a cédula, lançada em 2020, alegou que a pandemia de covid-19 foi o momento ideal para a implementação da novidade na economia nacional.

“Com a pandemia, a procura da população pelo dinheiro em espécie aumentou, e essa ocorrência se repetiu em vários países. A quantidade de dinheiro em circulação subiu de cerca de R$ 260 bilhões para R$ 351 bilhões entre março e 31 de agosto”, divulgou o órgão, em nota.

Ainda de cordo com o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto “vivemos um momento singular, que trouxe um aumento expressivo da demanda da sociedade por dinheiro em espécie. Não é exclusividade do nosso país. Em momentos de incerteza, é natural que as pessoas busquem reservas em dinheiro como garantia”. (Com R7)

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