Justiça revoga prisão preventiva de homem que tentou matar ex-companheira e atirou dentro do HMM

O caso ocorreu no fim de maio e chamou a atenção pela sequência de acontecimentos. Conforme as investigações da Polícia Civil, Agnaldo e a ex-companheira deram entrada no HMM com quadro de intoxicação por medicamentos

A Justiça revogou a prisão preventiva de Agnaldo Mendes, investigado por uma tentativa de feminicídio que teve desdobramentos dentro do Hospital Municipal de Marabá (HMM). Após permanecer cerca de três semanas no complexo prisional da cidade, ele foi colocado em liberdade e responderá ao processo em liberdade, mediante as condições estabelecidas pela decisão judicial.

O caso ocorreu no fim de maio e chamou a atenção pela sequência de acontecimentos. Conforme as investigações da Polícia Civil, Agnaldo e a ex-companheira deram entrada no HMM com quadro de intoxicação por medicamentos. A apuração aponta que o homem teria obrigado a mulher a ingerir uma grande quantidade de comprimidos durante uma discussão motivada pelo processo de separação do casal. Em seguida, ele também consumiu os medicamentos.

Ainda segundo a polícia, antes da ingestão dos remédios, a vítima teria sido ameaçada com uma faca. O depoimento da mulher foi colhido por policiais da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) ainda no hospital, reforçando a tese de tentativa de feminicídio seguida de tentativa de suicídio.

Durante o atendimento médico, investigadores deram voz de prisão em flagrante ao suspeito. Nesse momento, houve resistência, luta corporal e, durante o confronto, Agnaldo conseguiu tomar a arma de um policial civil, efetuando um disparo dentro da unidade hospitalar.

A situação foi controlada com apoio de equipes da Polícia Militar, que ajudaram a conter o investigado e recuperar a arma. Apesar do tiro, ninguém ficou ferido. Na ocasião, a direção do Hospital Municipal de Marabá informou que pacientes, acompanhantes e servidores não sofreram qualquer lesão.

Antes de ser encaminhado ao sistema prisional, Agnaldo permaneceu internado na Ala Psicossocial vinculada ao HMM. Posteriormente, foi transferido ao complexo penitenciário, onde permaneceu até a revogação da prisão preventiva.

Com a nova decisão judicial, ele deixa o presídio e continuará respondendo ao processo criminal em liberdade, enquanto o caso segue tramitando na Justiça. (Portal Debate)

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