Os familiares de Romildo Arruda Ribeiro, 56 anos, 3º Sargento do Exército Brasileiro, estão revoltados e preocupados com a decisão do Juiz da 3ª Vara Criminal de Marabá, Alexandre Hiroshi Arakaki, ordenando a soltura de Astro Pereira Oliveira, acusado de ser o agenciador dos pistoleiros, e Atanael Delmondes da Silva, agente prisional de Araguaína (TO), acusado de ser o motorista do bando que tentou matar, a tiros, em uma emboscada, no dia 26/2/2019, o militar, na saída da residência dele, no bairro de Morada Nova, em Marabá, sudeste do Pará.

A decisão judicial, publicada no dia 16/4/2019, revogou a prisão temporária de Oly Araldi Júnior, acusado por “Astrinho” e Atanael Silva, de ser o mandante da tentativa de assassinato de Romildo Ribeiro. Conhecido como “Cabeça de Cachorro”, ele ficou foragido até seu advogado conseguir “quebrar” o pedido de prisão temporária, expedido pela justiça, logo após a tentativa de assassinato do militar “falhar”. “O bandido tentou matar meu sobrinho e ficou solto. Romildo é que está escondido para não ser morto. O cidadão não consegue entender a justiça brasileira”, reclamou uma tia da vítima.

O magistrado Alexandre Arakaki decretou apenas a prisão preventiva de Erinaldo Brito do Nascimento, acusado de ser o pistoleiro que efetuou os disparos na vítima. Em conversa com Romildo Ribeiro, na manhã de hoje (24), ele disse que está triste com a decisão judicial. O militar protestou, dizendo que está com fraturas na mão, mandíbula e uma bala alojada no rosto. Em decorrência, terá que pagar várias próteses. “Estamos envergonhados com essa decisão da justiça”, reclamou o militar. Os acusados irão responder ao processo em liberdade.

O Ministério Público solicitou a prisão de todos os investigados, porém o Juiz Alexandre Arakaki decretou apenas a prisão do acusado de ser o pistoleiro. Romildo relatou que, ao saber da soltura dos acusados, fugiu de Marabá com a família para não ser morto pelo bando. Além disso, perdeu 12 quilos e está com um profundo quadro depressivo por causa do atentado sofrido. “O cara não pagou o que me devia, mandou me matar e ainda tive que deixar todos os meus bens para trás para não morrer. Uma decepção”, disse o militar.