Justiça do Pará nega pedido do MP e mantém shows com Pabllo Vittar

A decisão foi proferida pela 1ª Vara Cível e Criminal, que optou por manter integralmente o festival, mesmo após o MPPA recorrer da decisão

A Justiça do Pará negou o pedido do Ministério Público do estado (MPPA) para suspender o festival de verão de Cametá, no nordeste paraense. O evento, que contará com a participação de artistas renomados, como Timbalada, Tonny Garrido, Pabllo Vittar, Dom Juan, e outros, está agendado para acontecer nos dias 28, 29 e 30 de julho de 2023. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Cível e Criminal, que optou por manter integralmente o festival, mesmo após o MPPA recorrer da decisão.

O MPPA alegou “incompatibilidade da realização com recursos públicos” e destacou “necessidades prementes” na cidade, especialmente nas áreas de saúde, educação e infraestrutura. A ação do Ministério Público também mencionou a existência de diversas Ações Civis Públicas e procedimentos extrajudiciais em relação à ineficiente prestação de serviços de educação e saúde pela gestão de Cametá.

No entanto, a atenção foi direcionada à artista Pabllo Vittar no festival, o que gerou debates nas redes sociais. Muitos moradores expressaram opiniões preconceituosas e críticas, direcionando ataques à artista drag queen. Alguns argumentaram que a cidade tem problemas mais urgentes a serem resolvidos, enquanto outros expressaram descontentamento com a escolha de Pabllo Vittar para o evento.

O juiz Marcio Campos Barroso Rebello, responsável por indeferir a ação do MPPA, mencionou em sua decisão que festivais anteriores, inclusive no carnaval deste ano, não foram questionados pelo Ministério Público. Ele destacou que a seletividade ministerial não deve ser direcionada a artistas ou eventos específicos e que cabe ao próprio Ministério Público zelar pela diversidade e valorização das minorias.

A Prefeitura de Cametá, após a decisão favorável da Justiça, voltou a divulgar a programação do evento, incluindo a participação de Pabllo Vittar. Por outro lado, a promotoria de Cametá apresentou recurso contra a decisão, levando em consideração a incompatibilidade do evento com a realidade vivida pela população e reforçando a existência de problemas essenciais não atendidos na cidade. (Portal Debate, com g1 Pará)

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