Justiça converte em preventiva prisão de acusado de feminicídio em Nova Ipixuna

O pedido de conversão da prisão em flagrante em preventiva foi formulado pelo Ministério Público do Pará e acolhido pelo Judiciário. O acusado havia sido preso na manhã de quinta-feira (1º), após o crime registrado na Rua Cachoeira do Couto, no bairro Nova Canaã

A Justiça manteve a prisão preventiva de Valdemir Alves Freitas, conhecido como “Maranhão”, investigado pela morte da ex-companheira Maria de Nalva Sousa, ocorrida em Nova Ipixuna, no sudeste do Pará. A decisão foi confirmada durante audiência de custódia realizada na sexta-feira (2), no plantão judiciário da Comarca de Marabá.

A sessão foi conduzida pela juíza Andrea Aparecida de Almeida Lopes, que entendeu não haver elementos novos capazes de modificar a custódia cautelar já decretada. Com isso, foi mantida a prisão preventiva, nos termos da legislação processual penal.

O pedido de conversão da prisão em flagrante em preventiva foi formulado pelo Ministério Público do Pará e acolhido pelo Judiciário. O acusado havia sido preso na manhã de quinta-feira (1º), após o crime registrado na Rua Cachoeira do Couto, no bairro Nova Canaã.

De acordo com a Polícia Militar, a guarnição foi acionada por um transeunte que relatou disparos de arma de fogo em via pública. Ao chegar ao endereço indicado, os policiais constataram o homicídio em frente a uma residência.

Ainda no dia do fato, a juíza Aline Cristina Breia Martins analisou o auto de prisão em flagrante e determinou a conversão para prisão preventiva. Na decisão, a magistrada apontou a existência de prova da materialidade, indícios suficientes de autoria e a gravidade concreta da conduta, destacando o uso de arma de fogo em local público, além de resistência à abordagem policial e tentativa de fuga.

Segundo relatos colhidos no local, o autor dos disparos teria fugido em direção à própria residência, situada na mesma via. Durante diligências, os policiais localizaram o suspeito em frente ao imóvel onde morava.

Na abordagem, a PM apreendeu um revólver calibre .38 com seis munições deflagradas. Também foram encontrados oito cartuchos intactos do mesmo calibre e um aparelho celular. Conforme a corporação, houve resistência no momento da prisão.

Valdemir Alves Freitas foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde foi apresentado com o material apreendido. O caso foi registrado como feminicídio, e o investigado permanece à disposição da Justiça enquanto prosseguem as apurações. (Portal Debate)

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